Sucessão

A quase certa nomeação do ministro Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal
(STF) abrirá nova crise na Esplanada. A sucessão ao comando da pasta coloca em lados
opostos o PSB, ao qual Dino é filiado, e setores do Partido dos Trabalhadores (PT). Nos
bastidores, o atual ministro articula para emplacar o pupilo Ricardo Capelli, que ganhou
visibilidade nacional como interventor na do Distrito Federal após os
atos de depredação de 8 de janeiro. Outro que desponta como possível sucessor de Dino
é o advogado militante histórico do PT e coordenador do grupo Prerrogativas, Marco
Aurélio Carvalho. Atualmente, ele ocupa uma cadeira no Conselho de Desenvolvimento
Econômico Social Sustentável, o Conselhão, e tem trânsito livre no Palácio do Planalto
e nos gabinetes de caciques do PT na Câmara e no Senado.

Incisivo

Ex-atacante da Seleção Brasileira, o senador Romário (PL-RJ) foi incisivo no relatório
do projeto (PL 2667/2023) que dobra as atuais penas de reclusão para quem se envolver
em fraude de resultados esportivos. “Manipulações e trapaças são completamente
opostas aos valores do esporte”, sublinhou no parecer aprovado por unanimidade na
Comissão de Esporte.

Renúncias

Em meio à incerteza de aumento de receita para cumprir as metas do novo arcabouço
fiscal, o Governo reservou para 2024 uma dinheirama em isenções de impostos para
diversos setores. São mais de R$ 400 bilhões de renúncias fiscais que constam do
Orçamento e deixarão de entrar nos cofres públicos. Enquanto isso, adormecem no
Congresso projetos para redução de isenções.

Funasa

Com três pastas no Governo Lula (Agricultura, Minas e Energia e Pesca), o de
Gilberto Kassab quer mais. Entrou na disputa oficialmente pelo comando da Fundação
Nacional de Saúde (Funasa), que também é cobiçada pelo Republicanos e o
Progressistas.

Intenções

Senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL) suspeita das intenções do senador Renan
Calheiros (MDB-AL), que propôs a criação da CPI da Braskem para investigar a
responsabilidade da petroquímica pelo afundamento de bairros em Maceió. Segundo
Cunha, Calheiros tem ligação histórica com a empresa por ter sido presidente de sua
antecessora, a Salgema, e por ter sido acusado de ter recebido suborno da Novonor (ex-
Odebrecht), principal acionista da Braskem.

Conflito de interesses

A licitação para escolher o novo operador do aeroporto de Cabo Frio tem sido marcada
por atrasos e adiamentos. Há conflitos de interesses e suspeita de favorecimento da
Aeropart (atual concessionária) por parte de funcionários municipais, como a mudança
do edital para excluir a exigência de experiência com helicópteros. David Figueiredo,
atual procurador de Cabo Frio, por exemplo, já advogou para a Aeropart.

ESPLANADEIRA

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