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Brasil

PF indicia ‘Colômbia’ e afirma que Bruno e Dom foram mortos ao fiscalizar crimes na Amazônia

O inquérito indiciou nove pessoas pelo crime, sendo Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, apontado como o mandante
Helder Carvalho -
"Colômbia" suspeito de mandar matar Bruno e Dom (Rede Amazônica)

A Polícia Federal concluiu que os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips foram motivados pelas “atividades fiscalizatórias” realizadas por eles em Atalaia do Norte, no Amazonas. O inquérito, finalizado no dia 1º de novembro, indiciou nove pessoas pelo crime, sendo Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, apontado como o mandante.

Segundo a PF, “Colômbia” forneceu cartuchos para a execução dos homicídios, financiou a organização criminosa e coordenou a ocultação dos corpos das vítimas. Os outros oito indiciados são acusados de participação direta no homicídio e no encobrimento dos cadáveres.

A investigação revelou a atuação de grupos criminosos que promovem a caça e pesca ilegal na região do Vale do Javari, impactando negativamente a área de proteção ambiental e ameaçando populações indígenas locais. O órgão destacou que, além do caso Bruno e Dom, investigações sobre ameaças a indígenas continuam em andamento, com monitoramento da situação na região.

Bruno e Dom desapareceram em 5 de junho de 2022, durante uma expedição pela Amazônia. Dez dias depois, seus corpos foram encontrados, tendo sido vítimas de tiros, esquartejamento e cremação. Em janeiro de 2024, um homem identificado como cúmplice de “Colômbia” foi preso, sendo apontado como informante do mandante dos assassinatos. Outros cinco suspeitos também foram formalmente acusados pela ocultação dos corpos em abril de 2024.

O de “Colômbia” foi contatado, mas até o momento, a defesa dos outros indiciados não se pronunciou.

A trajetória de Bruno e Dom

Bruno Pereira

Bruno era apontado como um defensor dos povos indígenas e atuante na fiscalização de invasores, como garimpeiros, pescadores e madeireiros. Ele era servidor licenciado da Funai (Fundação Nacional do Índio).

Bruno foi exonerado do cargo de coordenador-geral de Índios Isolados e de Pouco Contato da Funai, em outubro de 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro. Ainda assim, ele não se afastou da região, onde seguiu atuando como consultor da Univaja. Bruno deixou a esposa e o filho.

Dom Philipis

Dom morou no , onde conheceu a esposa, mas se mudou para a Bahia, terra natal dela, em 2012. Em Salvador, ele trabalhava como professor de inglês voluntário nos bairros Marechal Rondon e Alto do Cabrito em um projeto da Universidade Federal da Bahia, Fiocruz-BA e Universidade de Liverpool.

Dom conheceu Bruno, em 2018 em uma reportagem para o Guardian. Os dois fizeram parte de uma expedição de 17 dias pela Vale do Javari, uma das maiores concentrações de indígenas isolados do mundo. O interesse em comum pelo Vale aproximou o jornalista do indigenista.

*Com informações da UOL

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