Nesta quarta-feira (24) o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), afirmou que apesar de não ter votado no presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na corrida eleitoral de , nunca deixou de fazer sua parte como dirigente da Casa de Leis para contribuir com o Poder Executivo.

Assim, destacou jamais ter deixado de oferecer “todas as condições para que ele fizesse um bom” 1º ano de mandato. Lira afirmou que a é considerada o “patinho feio do Congresso” e que, devido a isso, as negociações são tratadas com menos cerimônia pelo governo.

Após conflitos entre Lira e o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), o Planalto tenta implantar estratégias para articular pautas de interesse do governo.

A mais imediata é o acordo para manter vetos de Lula a temas caros ao governo, como as saidinhas temporárias de presos e o corte de R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão previstas no Orçamento.

A sessão de análise desses vetos −32 ao todo, sendo que 28 trancam a pauta, está marcada para às 19h desta quarta- (24), mas uma reunião de líderes às 15h é a esperança do governo para tentar adiar a votação e não sofrer inúmeras derrotas.

Em seu discurso, Lira destacou que há temas que o Congresso “não suporta modificar, não modificará e não aceitará que tentem modificar por decretos ou portarias”.

“Sem gerar crise, sem gerar desconforto, são pesos e contrapesos que têm a obrigação de se equilibrar”, declarou o presidente da Casa Baixa.