O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marcio Pochmann, revelou nesta sexta-feira, 13, que participou de discussões para a preparação do Censo Demográfico de 2030 “considerando um conjunto de alternativas híbridas para a sua realização”. O executivo citou a possibilidade de incorporação de inovações tecnológicas na produção estatística nacional, que permitiriam melhorar a qualidade das informações econômicas coletadas junto ao setor privado, por exemplo.

Pochmann representou o IBGE na 15º Reunião dos Chefes dos Institutos Nacionais de Estatística dos países do BRICS, realizada nesta semana em Joanesburgo, na do Sul. Em postagem na rede social X, antigo Twitter, ele contou que o encontro evidenciou “a identificação do panorama de futuro das estatísticas, diante do novo ecossistema de dados, operando em sintonia com as inovações tecnológicas, inteligência artificial, big data, algoritmos, learn machine etc”.

“O ponto de partida decorreu da compreensão a respeito da profunda transformação impulsionada pela Era Digital na geração e interação dos metadados, cuja captação das informações tem constituído novos modelos de negócios e amplificado a viabilidade lucrativa, monopolizada muitas vezes por grandes corporações transnacionais, fragilizando o domínio seguro e soberano das nações”, escreveu o executivo.

Segundo ele, os chefes dos institutos de estatísticas dos BRICS convergiram em torno de quatro temas principais, incluindo a “nova preparação do Censo Demográfico para o ano de 2030, considerando um conjunto de alternativas híbridas para a sua realização” e “inovações interativas na coleta de informações econômicas junto ao setor privado, com vistas à redução de custos, agilidade e qualidade dos dados relativos a preços de bens e serviços e ao valor da produção e quantidade do emprego, entre outros”.

Os representes também debateram capacitação profissional; desenvolvimento das ciências de dados e big data integrativa de bancos de dados de registros administrativos; produção de dados estatísticos a partir de uma junção de informações sociais e econômicas com dados de geografia e mudança climática; segurança e soberania cibernética das atividades técnico-científicas dos institutos de estatísticas.

O presidente do IBGE disse ainda que os temas já têm sido objeto de diálogo da atual gestão com servidores e colaboradores do instituto, com as comunidades científicas e universitárias e com representantes dos poderes executivo, legislativo e judiciário. A intenção seria compor as prioridades do plano de trabalho para os próximos três anos e concluir em 2026 a primeira etapa da implantação de um Sistema Soberano Nacional de Estatística, Geoinformações e Dados.

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