A ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu a reoneração parcial dos combustíveis, anunciada na terça-feira, como um meio termo entre a preocupação fiscal e inflacionária. Segundo Tebet, uma recomposição total dos tributos teria um impacto grande na inflação, dificultando a queda de juros em um “pequeno prazo”, como é o desejo do governo.

“Estamos fazendo um esforço concentrado para mostrar para o BC que a inflação não é de demanda”, disse ela, após participar do lançamento do mês da Mulher no Palácio do Planalto. “É possível baixar os juros no Brasil, ainda que não nos patamares que queremos, entendemos a posição do Copom.”

Segundo a ministra, o governo tem mostrado que tem feito o dever de casa, considerando o pacote de reforma tributária e novo arcabouço fiscal que está sendo gestado. Além disso, afirmou que o foco agora da pasta é de contenção de gastos.

“Queremos mostrar ao Copom que podem, ainda que paulatinamente, diminuir o juro, que temos responsabilidade fiscal”, disse, reforçando que o prazo de quatro meses da Medida Provisória da reoneração mostra que a medida foi pensada e equilibrada. “Sob a ótica inflacionária e do meio termo, fizemos o dever de casa.”

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