Pular para o conteúdo
Brasil

STF já tem maioria pela inconstitucionalidade do orçamento secreto: placar 6 a 4

Ao apresentar seu parecer sobre o tema, Lewandowski afirmou que, até o momento, não foram adotadas providências necessárias
Agência Estado -
STF
(Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos pela inconstitucionalidade das emendas de relator, que ficaram conhecidas como orçamento secreto. Em seu voto, apresentado na sessão da manhã desta segunda-feira, 19, o ministro acompanhou a relatora do processo, ministra Rosa Weber, que já havia proferido voto pela ilegalidade do dispositivo.

“Considerando o atual estado da questão em debate nesses autos, ainda que reconheço os avanços alcançados com a aprovação de resolução (pelo Congresso), sobretudo por atender algumas preocupações ventiladas pelos meus pares no curso desse julgamento quanto a maior , proporcionalidade na alocação das emendas do relator geral, entendo que os vícios apontados nas iniciais das ações sob julgamento continuam persistindo, pois a sistemática ainda vigentes para distribuição das verbas orçamentárias afrontam as normas constitucionais que regem a matéria”, disse.

Com o voto de Lewandowski, o placar está em 6 a 4 pela inconstitucionalidade das emendas de relator. O ministro Gilmar Mendes faz no final da manhã desta segunda-feira a leitura do último voto no julgamento. Até então, além da relatora do processo e presidente da Suprema Corte, Rosa Weber, a ministra Cármen Lúcia e os ministros Luís Roberto Barroso, e Luiz Fux haviam se manifestado pela inconstitucionalidade do orçamento secreto. Já os ministros Dias Toffoli, André Mendonça, Nunes Marques e votaram a favor da continuidade das emendas de relator, mas com critérios.

Transparência

Ao apresentar seu parecer sobre o tema, Lewandowski afirmou que, até o momento, não foram adotadas providências necessárias para uma adequada transparência do processo de repartição da verba orçamentária. Ainda, que não existem mecanismos que possibilitem rastrear as solicitações das distribuições das emendas e execuções.

“Acredito que se faça necessário, notadamente por meio de uma transparência ativa, que se tenha ciência sobre quem são os requerentes ou os parlamentares destinatários do ato do relator geral, de maneira a que seja extirpado da sistemática atual qualquer tipo de sigilo sobre tais informações”, defendeu.

O ministro ressaltou que o projeto de resolução do orçamento secreto aprovado pelo Congresso na sexta-feira, 19, que propõe critérios para aumentar a transparência do mecanismo, foi um avanço “significativo” para mitigar a discricionariedade que o relator-geral tem na distribuição dos recursos, mas citou críticas de parlamentares. “Os próprios parlamentares entendem que a resolução embora tenha apresentado um avanço em relação a sistemática vigente das emendas RP9 não resolvem a questão inteiramente”, disse.

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

Motorista apresenta nervosismo e PRF encontra 161 Kg de cocaína em caminhonete

Fies: faculdades privadas podem oferecer vagas remanescentes até dia 7

Comerciante é preso por receptação na Vila Margarida durante operação

Tarifaço pode acelerar acordo Mercosul-UE, diz presidente da Apex

Notícias mais lidas agora

Mais de uma década depois, juiz inocenta 11 em sentença da Coffee Break

Detran-MS reajusta contratos e pagará R$ 44,6 milhões à empresa investigada pela PF

Motoristas envolvidos em racha que matou jovem e feriu cinco são condenados em júri popular

Andressa Urach diz que será candidata a deputada federal e pede sugestões de partidos

Últimas Notícias

Polícia

Motociclista de aplicativo ferido a tiros após perseguição policial tentou  esconder moto em borracharia

Motociclista disse aos policiais que teria feito ‘cagada’

Charge

Perigo. Elevador

Polícia

Motorista é preso fazendo transporte clandestino na rodoviária de Campo Grande

Investigadores surpreenderam o homem cooptando passageiros

Brasil

Pix parcelado deve ser lançado em setembro, diz Banco Central

O Pix parcelado permitirá que o pagador contraia um crédito para permitir o parcelamento