Novo ministro de Minas e Energia diz que vai acelerar privatização da Petrobras

| 12/05/2022
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Novo ministro de Minas e Energia diz que vai acelerar privatização da Petrobras
O processo de privatização da Eletrobras é alvo de uma ação do Tribunal de Contas da União (Foto: PR)

Adolfo Sachsida, ministro de Minas e Energia, disse na noite desta quarta-feira (11) que sua primeira ação à frente da pasta será iniciar os estudos para a privatização da Petrobras. Ele também defendeu um esforço conjunto com o Congresso Nacional para que a seja também desestatizada, publicou o Antagonista. Adolfo Sachsida, integrante da equipe de Paulo Guedes, assumiu o cargo hoje após a exoneração de Bento Albuquerque.

“Meu primeiro ato como ministro de Minas e Energia é solicitar ao ministro Paulo Guedes, presidente do conselho do PPI, que leve ao conselho a inclusão da PPSA no PND (Plano nacional de Desestatização) para avaliar as alternativas para a sua desestatização. Ainda como parte do meu primeiro ato, solicito também o início dos estudos tendentes a proposição das alterações legislativas necessárias a desestatização da Petrobras”, declarou o ministro.

Ele afirmou também que as medidas anunciadas hoje foram discutidas e são demandas do presidente Jair Bolsonaro. Ele, porém, não fez qualquer menção a uma eventual alteração na política de preços da Petrobras, sinalizando que não fará mudanças neste sentido.

Sachsida fez um apelo ao Congresso Nacional para que acelere a tramitação de outros projetos de interesse da pasta, como a modernização do setor elétrico e a alteração do regime de partilha para concessão no pré-sal.

O processo de privatização da Eletrobras é alvo de uma ação do Tribunal de Contas da União. Hoje, foi aberta interlocução com integrantes da Corte para tentar acelerar a tramitação da ação em curso no TCU.

“Precisamos dar prosseguimento ao processo de capitalização da Eletrobras. É fundamental avançarmos no projeto, sinal importante para atrair mais capital ao Brasil e mostrar que o Brasil é o porto seguro do investimentos”, afirmou.

“Nós temos que insistir na economia pelo lado da oferta. Nós precisamos melhorar os marcos legais e trazer mais segurança jurídica para o investimento privado aportar cada vez mais no Brasil, aumentando a produtividade da nossa economia”, defendeu. (O Antagonista)

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