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Moro e Doria criticam 'revogaço' de reformas defendido pelo PT

Sérgio Moro, por sua vez, contrastou sua proposta de reforma com as dos líderes nas pesquisas de intenção de voto

Agência Estado Publicado em 08/01/2022, às 00h26

Agência Brasil
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Os pré-candidatos à Presidência da República João Doria (PSDB) e Sérgio Moro (Podemos) criticaram nesta sexta-feira, 7, o "revogaço petista", que, como mostrou o Estadão, planeja rever a reforma trabalhista, privatizações e teto de gastos caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva volte ao Palácio do Planalto.

"O emprego não voltará ressuscitando leis ultrapassadas, mas sim com crescimento econômico", disse o governador de São Paulo, em nota. O "revogaço petista", afirmou Doria, "vai aumentar o desemprego e manter a inflação elevada". "E com desemprego e inflação altos, quem mais sofre são os mais pobres."

Sérgio Moro, por sua vez, contrastou sua proposta de reforma com as dos líderes nas pesquisas de intenção de voto: Lula e Jair Bolsonaro (PL). "Há três propostas postas na mesa da pré-campanha presidencial", escreveu, no Twitter. "Uma que fará as reformas necessárias ao País (a nossa); outra de um governo que desistiu completamente de implementar reformas (governo atual); e a terceira que quer revogar reformas já consolidadas (PT)", disse o ex-juiz, que está em viagem pelo Nordeste.

O tucano afirmou que pediu um estudo para o time de economistas da campanha ao ver o que PT está atuando para o que ele chama de "pacote do atraso". Segundo Doria, o estudo será publicado nos próximos dias. Doria se reuniu com a presidenciável do MDB, a senadora Simone Tebet, nesta sexta-feira, em São Paulo, com o objetivo de discutir propostas no plano econômico.

Como noticiou o Estadão, o PT planeja imitar a Espanha, que revogou recentemente a reforma trabalhista feita em 2012. A revisão da autonomia do Banco Central é uma das outras discussões que ocorrem entre os petistas. O freio do programa de desestatizações e o fim do teto de gastos são tratados como consenso dentro da campanha do ex-presidente Lula.

"É importante que os brasileiros acompanhem de perto o que está acontecendo na reforma trabalhista da Espanha, onde o presidente Pedro Sanchez está trabalhando para recuperar direitos dos trabalhadores", escreveu Lula nas suas redes sociais.

Uma ala da sigla defende ainda incluir na lista do "revogaço" a autonomia do Banco Central, aprovado no ano passado pelo Congresso. Essa discussão, porém, está num estágio menos amadurecido. Nomeado pelas novas regras, o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, tem mandato até 31 de dezembro de 2024.

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