Investigada no inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal para apurar a divulgação de fake news, (PSL-DF) é ativa na divulgação de mensagens antivacina. No Twitter, a deputada já compartilhou conteúdo de influenciadores contra o imunizante – um deles divulgou um vídeo em grupo com 6 mil seguidores em que uma mulher afirma, sem qualquer comprovação científica, que seu braço foi “magnetizado” após tomar a vacina contra a covid-19.

A pesquisadora no Departamento de Comunicação e Mídia da de Liverpool, Patrícia Rossini, aponta que a divulgação de informações sem evidência científica por parlamentares pode ser mais nociva. “Figuras públicas têm um grande alcance perante ao público em geral e também perante à imprensa, que acaba repercutindo essas narrativas, ou seja, o risco é de esses conteúdos falsos chegarem até os discursos mais ‘mainstream’”, disse.

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro disse que a vacina só poderia ser aplicada “com receita médica” e consentimento dos pais. Já o ministro da Saúde Marcelo Queiroga defendeu que as mortes nessa faixa etária pela doença não demandam “decisões emergenciais”. Até agora, 1.148 crianças de 0 a 9 anos já morreram de covid no Brasil. Em nota, a Anvisa reforçou que “seu ambiente de trabalho é isento de pressões internas e avesso a pressões externas”.

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