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Pesquisa da Fiocruz analisa o perfil do comportamento suicida entre crianças e adolescentes

a pesquisa Violência autoprovocada na infância e na adolescência identificou 15.702 notificações de atendimento ao comportamento suicida entre adolescentes nos serviços de saúde

Lucas Mamédio Publicado em 10/09/2021, às 18h06

Fachada da Fiocruz
Fachada da Fiocruz - (Foto: Divulgação)

A pesquisa Violência autoprovocada na infância e na adolescência identificou 15.702 notificações de atendimento ao comportamento suicida entre adolescentes nos serviços de saúde, predominando o grupo etário de 15-19 anos (76,4%), do sexo feminino (71,6%), e raça/cor da pele branca (58,3%), no período de 2011 a 2014.

O estudo revela que a residência foi o local mais frequente dessas ocorrências (88,5% de 10-14 anos; 89,9% de 15-19 anos), e o meio mais utilizado foi envenenamento/intoxicação (76,6% e 78%, respectivamente nas idades de 10-14 e 15-19). Quanto às internações decorrentes das tentativas em adolescentes, houve 12.060 registros entre 2007-2016, com predominância do sexo feminino (58,1%) e maior ocorrência na Região Sudeste (2,7 e 7,0 notificações/100 mil habitantes, nos grupos de 10-14 e 15-19 anos, respectivamente).

Nesta sexta-feira (10), Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, o Castelo da Fiocruz, assim como outros monumentos em todo o planeta, será iluminado de amarelo. Este é o sexto ano em que a Fiocruz ilumina o Castelo dessa cor, associada, no Brasil, à prevenção do suicídio.

O levantamento, que contou com apoio do CNPq, teve como objetivo investigar o tema do suicídio e da tentativa de suicídio entre crianças e adolescentes no país. O estudo parte da análise de dados de Sistemas de Informação de Saúde e entrevistas em profundidade com 18 adolescentes com comportamento suicida das cidades de Porto Alegre e Dourados (MS), identificados  por meio da indicação de profissionais de serviços de saúde de referência do local ou pelas delegacias de polícia das cidades.

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