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Ministério censura perguntas sobre o Orçamento de 2021 na coletiva da LDO 2022

Orçamento de 2021

Agência Brasil Publicado em 16/04/2021, às 00h50

Agência Brasil
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Em meio à briga nos bastidores pela sanção ou veto do Orçamento de 2021, o Ministério da Fazenda decidiu censurar perguntas de jornalistas sobre o tema feitas em entrevista coletiva virtual com o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues. Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a sanção do Orçamento colocou o presidente da República, Jair Bolsonaro, entre o Congresso e o ministro da Economia, Paulo Guedes, e gera hoje impasse delicado para o governo.


Na coletiva desta terça-feira, convocada para a apresentação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2022, a assessoria de imprensa disse que não seriam lidas perguntas que não fossem estritamente sobre o projeto, as quais seriam respondidas posteriormente por e-mail.


Questionamentos sobre o salário mínimo deste ano ou sobre quando o País voltará a ter superávit primário, no entanto, foram lidos na coletiva. Outros relacionadas ao imbróglio do Orçamento deste ano, no entanto, ficaram de fora.


Entre as perguntas censuradas estão indagações sobre, na avaliação da equipe econômica, se o presidente Jair Bolsonaro sancionar o Orçamento de 2021 sem vetos comete crime de responsabilidade fiscal, e sobre se as eleições do ano que vem podem aumentar as despesas não obrigatórias para satisfazer a parte política.


Disputa


Como mostrou o Broadcast, em reunião na terça-feira à tarde no Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), alertou o presidente Jair Bolsonaro que o governo perderá a base de apoio caso vete o projeto e não conseguirá mais aprovar nenhuma matéria no Congresso, incluindo as reformas administrativa e tributária.


Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender o veto com o argumento de que Bolsonaro pode cometer crime de responsabilidade, que poderia acabar desembocando num processo de impeachment. Guedes, mais uma vez, chegou a colocar o cargo à disposição, mas não foi levado a sério.

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