Brasil

Delegada acusa loja de roupas de racismo no Ceará

Delegada Ana Paula Barroso teria sido barrada ao entrar na loja Zara por “questões de segurança”

Renata Barros Publicado em 21/09/2021, às 08h36

Caso segue em investigação na Delegacia de Defesa da Mulher da capital cearense
Caso segue em investigação na Delegacia de Defesa da Mulher da capital cearense - Foto: Reprodução

Uma delegada negra alega ter sofrido racismo em uma loja da franquia de roupas Zara, no shopping Iguatemi, em Fortaleza (CE). Segundo ela, o segurança do local teria impedido sua entrada na loja por “questões de segurança”. Em comunicado da assessoria de comunicação, a Zara afirma que a delegada foi barrada por estar sem máscara facial, contrariando os protocolos de biossegurança seguidos pela loja.

O caso

Na terça-feira (14), a diretora adjunta do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Ceará, a delegada Ana Paula Barroso, foi ao shopping Iguatemi e, de acordo com ela, barrada ao tentar adentrar na loja da Zara. Segundo relato da própria, ela chegou a questionar as razões para o funcionário impedir sua entrada, mas recebeu várias negativas e ficou sem acesso ao estabelecimento.

Segundo a delegada Anna Nery, da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Fortaleza, após denúncia formalizada, houve três tentativas de solicitação de imagens das câmeras de segurança junto à loja, todas negadas, enquanto o centro de compras cedeu os registros das áreas comuns no primeiro pedido. Por isso, houve solicitação e a Justiça concedeu mandado de busca e apreensão, cumprido neste domingo (19).

A assessoria de comunicação da Zara informou ao portal de notícias UOL que a delegada foi abordada por estar sem máscara, consumindo um sorvete. Segundo a loja, o funcionário pediu para que ela colocasse a máscara facial, mas ela teria se sentido ofendida e saiu da loja instantes depois.

O caso segue em investigação. "Ainda serão ouvidas algumas testemunhas, dentre elas, dois seguranças e uma testemunha que estava dentro da loja e presenciou todo o constrangimento passado pela vítima. Após todas essas oitivas, ao final, será ouvido o suspeito do fato", afirmou a delegada Anna Nery.

Jornal Midiamax