Brasil

Acordo entre farmacêutica e empresa chinesa pode trazer mais uma vacina ao Brasil

A farmacêutica irá fazer um pedido de uso emergencial para começar a aplicar a Convidecia

Estadão Conteúdo Publicado em 02/10/2021, às 18h25

Se tiver aprovação, a biofarmacêutica prevê até fabricar a Convidecia no Brasil
Se tiver aprovação, a biofarmacêutica prevê até fabricar a Convidecia no Brasil - (Foto: Reprodução)

A biofarmacêutica brasileira Biomm anunciou nesta sexta-feira ter fechado um acordo com a empresa chinesa CanSino para ofertar no País a vacina de dose única contra a covid-19 Convidecia. Para que isso seja possível, a Biomm planeja submeter em breve um pedido de uso emergencial do imunizante à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Se tiver aprovação, a biofarmacêutica prevê até fabricar a vacina no Brasil.

Desenvolvida a partir do chamado adenovírus do tipo 5, a Convidecia seria o segundo imunizante de aplicação única administrado no País. A vacina da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, já é utilizada em municípios brasileiros desde o fim de junho.

Atualmente, a vacina da CanSino é aplicada na população adulta de países como Chile, Argentina, México e Rússia. De acordo com estudos conduzidos pela empresa chinesa, o imunizante teria eficácia geral de 68,83% após 14 dias da aplicação. Para casos graves de covid-19, a eficácia seria de 95,47% no mesmo período.

O CEO da Biomm, Heraldo Marchezini, explicou ao Estadão que as tratativas com a CanSino começaram em maio. Depois disso, a biofarmacêutica brasileira precisou comprovar que reúne capacidade técnica para a produção de vacinas e demonstrar que segue boas práticas relacionadas a governança corporativa e a aspectos regulatórios. Com o acordo, a Biomm poderá importar a vacina, caso receba autorização emergencial da Anvisa e seja incorporada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A Biomm também prevê, "em um segundo momento", produzir a vacina em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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