Nesta segunda-feira (11), funcionários de todas as empresas do Sistema iniciaram uma paralisação de três dias em todo o país para protestar contra a privatização da companhia. Eles também pedem a saída do presidente da estatal, Wilson Ferreira Junior. Uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho determinou que 75% dos funcionários continuem trabalhando, contudo, O diretor da Confederação Nacional dos Urbanitários e da Associação dos Empregados da Eletrobras, Emanuel Mendes, disse que a greve tem a adesão de 90% dos funcionários.

De acordo com a Agência Brasil, Emanuel Mendes disse que a decisão judicial é de sexta-feira (8) e que o sindicato não tinha sido notificado até a manhã desta segunda-feira, quando a greve foi deflagrada. A decisão é referente a uma ação da Eletrobras, que também pediu que a greve fosse declarada ilegal, o que não foi concedido pelo ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST.

Durante o dia, os funcionários se reunirão em assembleia para decidirem se o movimento terá continuidade ou não e, de acordo com Mendes, os sindicatos devem ser notificados da decisão do TST ao longo desta segunda-feira. Se a decisão for descumprida, as entidades sindicais que representam a categoria poderão ser multadas em até R$ 100 mil diários.

“Ao longo do dia de hoje, faremos as assembleias para deliberar a posição que vamos tomar daqui para frente”, disse o diretor. “Nossa paralisação é contra a privatização do Sistema Eletrobras. Na nossa avaliação, isso trará prejuízo para a sociedade, com reajustes na conta de luz.”

A confederação também é contra a privatização por entender que gerara demissões em massa nas empresas do sistema, além da precarização do trabalho e dos serviços prestados.

Por meio de nota, a Eletrobras afirmou “que não dispõe de recursos suficientes para realizar os investimentos necessários em geração e transmissão de energia elétrica no país e, portanto, a capitalização da companhia tem por objetivo garantir a sua sustentabilidade”.

A nota ainda diz que “Quanto à questão das tarifas, a Eletrobras esclarece que, em outubro de 2017, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atendendo a ofício do Ministério de Minas e Energia, fez um estudo com vários cenários em que apontava uma redução da tarifa de energia elétrica em 1,48%, já em 2019, como consequência da desestatização. A empresa informa ainda que não há demissão em massa. Todos os desligamentos do quadro de pessoal feitos no processo de reestruturação da empresa foram por meio de programas de aposentadoria extraordinária ou de demissões consensuais, com o pagamento de todos os direitos trabalhistas. Essas medidas visam tão somente a reduzir os custos da companhia, para padrões regulatórios definidos pela Aneel”

 

Informações Agência Brasil (Colaborou Tâmara Freire, repórter das Rádios EBC)