Órgão entrou na Justiça para tentar impedir acidentes

O MPE-BA (Ministério Público Estadual da Bahia) abriu um inquérito para investigar as “circunstâncias e os fatos” que levaram ao da lancha Caval Marinho I, nesta quinta-feira (24). O acidente com a embarcação que transportava quase 130 pessoas resultou na morte de 18 passageiros.

Anteriormente, o órgão já havia alertado para a situação precária das embarcações que fazem a travessia da Baía de Todos-os-Santos, entre os municípios de Vera Cruz e Salvador, onde ocorreu o acidente.

Sete promotores foram designados para compor uma força-tarefa responsável pelas investigações, além do procurador-Geral de Justiça Ediene Lousado, que instaurou o inquérito. Ministério Público vai investigar causas de naufrágio que matou 18 na Bahia

De acordo com a promotora Hozeane Suzart, o MPE-BA abriu duas ações civis públicas, em 2007 e 2014, para cobrar por mais fiscalização sobre os serviços navais. 

Hozeart deu entrevista coletiva nesta sexta-feira (25) em que relatou as iniciativas do MPE-BA. O órgão passará a receber famílias e vítimas do acidente que pretem ser indenizadas por danos, a partir da segunda-feira (28).