André Santana prestou depoimento ao ministro Herman Benjamin

O assistente administrativo André Santana, que trabalhava para os empresários e marqueteiros Mônica Moura e João Santana, contou ao ministro Herman Benjamin, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que foi roubado após receber uma quantia de R$ 500 mil em dinheiro vivo na sede da Odebrecht, referentes a caixa dois a serem pagos para o casal de marqueteiros.

“Eles [os bandidos] me levaram, colocaram dentro de um veículo que eles estavam”, contou André. “Acredito que eles estavam me seguindo, me levaram por alguns metros, passavam por cima de um meio fio e depois pararam e me largaram, não me recordo onde foi”, detalhou.

Os pagamentos fariam parte de um montante de R$ 1 milhão a serem pagos pela Odebrecht para a empresa Pólis Propaganda. André, sob solicitação de Mônica, era o responsável por receber os valores.

De acordo com André, na sede da empresa ele teria sido encaminhado para um hotel onde receberia o dinheiro. “Não me recordo perfeitamente, mas eu acredito que umas cinco seis vezes eu tive esses recebimentos em 2014”, contou.Funcionário de João Santana foi roubado após receber R$ 500 mil da Odebrecht

Já no hotel, ele recebia os pagamentos de um intermediário. “A pessoa chegava com um saco plástico, uma  vez até lacrado, abria para eu poder ter conhecimento daquilo e deixava lá”, contou sobre o procedimento para receber.

Na sede da empreiteira em São Paulo, onde o roubo aconteceu, essa intermediária era uma secretária do executivo Fernando Miggliaco. André também confirmou ter recebido um pagamento de R$ 250 mil referentes a caixa dois, na sede da Odebrecht, em Salvador. 

(com supervisão de Evelin Cáceres)