O anúncio oficial foi feito na tarde desta quarta 

O presidente  mudou o comando da  (PF). O delegado Fernando Segóvia será o novo diretor-geral da instituição, substituindo Leandro Daiello, no cargo desde 2011, primeiro ano de Dilma Rousseff na Presidência da República. Temer recebe Segóvia na tarde desta quarta-feira no Palácio do Planalto. O anúncio oficial foi feito na tarde desta quarta-feira pelo Ministério da Justiça.

O novo chefe da PF agrada a políticos. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o subchefe de assuntos jurídicos da pasta e um dos principais conselheiros do presidente, Gustavo Rocha, fizeram campanha para que Segóvia assumisse o cargo.

O candidato apoiado por Daiello era é diretor-executivo da corporação Rogério Galloro. O nome dele chegou até a mesa do presidente Temer, mas enfrentou forte resistência da classe política que apoiava Segóvia.

​Não é só o grupo de Daiello que vê a nomeação de Segóvia como um ato de grande influência política. Nos bastidores, a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) tem a mesma avaliação.

Segóvia já foi superintendente da Polícia Federal no Maranhão e adido policial na África do Sul. Também esteve no comando da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal.

O novo diretor ganhou prestígio na instituição sobretudo no período em que comandou um dos setores responsáveis pela adequadão da PF ao Estatuto do Desarmanento. Na ocasião, Segóvia teve projeção fora dos quadros da instituição e estreitou laços com deputados e senadores de diferentes partidos.

A corporação está subordinada ao Ministério da Justiça. Por diversas vezes, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, deixou em aberto a possibilidade de trocar o comando da corporação. Ele chegou a admitir que haveria essa troca, mas em setembro afirmou que Daiello ficaria por tempo indeterminado.

Daiello já havia manifestado intenção de deixar o cargo.