MPE suspeita que greve da Solurb foi influenciada por exonerados da Prefeitura

Exonerados estariam trabalhando e manipulando documentos
| 17/06/2016
- 17:35
MPE suspeita que greve da Solurb foi influenciada por exonerados da Prefeitura

Exonerados estariam trabalhando e manipulando documentos

O (MPE) Ministério Publico Estadual instaurou inquérito civil para apurar irregularidades na Secretaria de Obras de Campo Grande. Conforme denúncias, no local, estariam trabalhando funcionários já exonerados e além disso, estariam manipulando documentos da secretaria.

A publicação do inquérito foi feita no Diário Oficial do MPE desta sexta-feira (17) e diz ainda, que estes funcionários teriam influenciado na paralisação realizada por funcionários da Solurb, empresa responsável pela coleta de lixo na Capital.

Como corre em modo sigiloso, não consta na publicação mais detalhes do inquérito, como nomes de envolvidos ou período das possíveis irregularidades. A publicação diz apenas que figura como requerido, o Município de Campo Grande.

Assina pelo inquérito, o Promotor Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha, da 30ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social.

Greve Solurb

A primeira greve durou dez dias, entre 8 e 18 de setembro do ano passado. e ocorreu por conta do atraso no pagamento dos salários dos funcionários da Solurb. Na época, a empresa disse que a Prefeitura estava em atraso.

Em outubro, houve nova paralisação dos funcionários, dessa vez, de dois dias. Depois, a Solurb chegou a ficar sem energia e sem condições de coleta. Os funcionários iam para o trabalho, mas não saiam da base da empresa.

Como o contrato foi firmado na gestão Nelsinho Trad, uma recomendação do MPE pediu anulação do contrato no prazo de 180 dias. A 30ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, também através do promotor Alexandre Capibaribe Saldanha, instaurou na época inquérito civil público para apurar eventuais irregularidades nos pagamentos feitos à companhia.

A Polícia Federal chegou a concluir que a Solurb não tinha sequer capital mínimo para disputar a licitação da coleta de lixo em Campo Grande. Depois que voltou à Prefeitura e encontrou a crise do lixo, o prefeito Alcides Bernal manifestou em diversas oportunidades a possibilidade de reincidir o contrato e a assumir a coleta de lixo, mas a empresa segue responsável pelo serviço.

 

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