Rafael Brum Miron é responsável pela Operação Hashtag

O procurador responsável pela Operação Hashtag, Rafael Brum Miron, disse que o FBI – Polícia Federal norte-americana – havia alertado o Brasil sobre pelo menos seis dos suspeitos de participação na célula que reivindica ligação com o Estado Islâmico, presos na quinta-feira (21).

De acordo com a revista Exame, o procurador informa que o relatório era “sucinto”, mas advertia sobre o radicalismo dos investigados. “Eles são amadores, são. Mas não conheço suicida experiente”, afirma Miron, em possível referência à declaração do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de que a célula seria amadora e não teria ligações diretas com o grupo jihadista.

“Eles não têm técnicas muito apuradas, mas para dirigir um caminhão e atropelar 80 pessoas não precisa muita técnica. Existe a preocupação, neste processo ela é séria, por isso essas pessoas estão presas”, prosseguiu o procurador. Segundo ele, as mensagens trocadas nas redes sociais mostram disposição dos réus em promover atentados suicidas.

Miron afirmou que “tinha notícia de firme propósito (de promover um atentado), embora sem dar data, sem dar local: ‘sim, eu quero, eu tenho de morrer para ir para o paraíso’, coisa desse tipo”. Ele também diz que um dos membros do grupo chegou a declarar que “a Olimpíada é uma oportunidade para ir para o paraíso”.

Até o momento, a Operação Hashtag prendeu 11 pessoas – 10 na quinta-feira e um que se entregou na sexta – e expediu 14 mandados de busca, apreensão e condução coercitiva. Eles foram transferidos para o Presídio Federal de Campo Grande na madrugada de sexta-feira (22).