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Cunha diz que sua cassação ‘fortaleceria tese de golpe contra Dilma’

Segundo peemedebista, PT se aproveitaria da situação

Norberto Liberator Publicado em 12/09/2016, às 13h55

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Segundo peemedebista, PT se aproveitaria da situação

O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo que, caso seu mandato seja cassado nesta segunda-feira (12), a tese de “golpe” contra Dilma Rousseff seria fortalecida. Para o deputado afastado, o processo “turbinaria” uma eventual candidatura do PT nas eleições de 2018.

Cunha disse ao jornal paulistano que o o discurso de que a queda de Dilma teria sido um golpe “precisa” de sua cassação. "Os defensores do PT querem a minha cabeça para ter o troféu. O discurso do golpe precisa da minha cassação. Isso é o que vai turbinar o PT para 2018".

Para eles, essa é uma luta de vida ou morte. Sou o principal inimigo deles, o algoz. Existe um espírito de vingança e eles querem consumar na votação. Não tenha dúvida: a minha cassação vai representar o fortalecimento do discurso do golpe”, diz Cunha.

Ele declarou mais uma vez que os deputados devem “julgar sabendo que amanhã serão julgados” e que vai escrever um livro sobre o processo de impeachment da ex-presidente. “Todo mundo vai querer julgar da forma como gostaria que fosse julgado. É o que eu faria”, disse.

Vou escrever um livro sobre o impeachment. Ainda não pensei no título. Vou escrever com todos os detalhes tudo o que aconteceu dentro desse processo do qual participei. Tenho uma boa memória, né?”, afirmou sobre a pretensão do livro, que pretende terminar até o fim deste ano.

Em relação às enquetes mostrando que a maioria absoluta dos deputados é favorável a sua cassação, Cunha declara que “é pressão da mídia”. “Muitos dos que declararam [ser a favor da cassação do mandato] me procuraram e disseram que não é bem assim”, disse o peemedebista.

Ele ainda criticou a defesa de Dilma Rousseff no Senado e disse que considerou “horrorosas” as declarações da ex-presidente. “Vi parte da defesa da Dilma. Achei horroroso. Era a Dilma. Não poderia ser melhor porque era ela. Continua mentindo até dizer chega”.

Jornal Midiamax