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Médicos ambulatoriais querem novo registro de expediente

Cerca de 35 médicos que trabalham pelo SUS (Sistema Único de Saúde) se reuniram para receber instruções a respeito da utilização do ponto eletrônico na noite desta quinta-feira (16), na sede do Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul). De acordo com o sindicato, a reunião foi tranquila, serviu de forma instrutiva para […]

Diego Alves Publicado em 16/08/2018, às 22h49 - Atualizado em 17/08/2018, às 18h15

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Cerca de 35 médicos que trabalham pelo SUS (Sistema Único de Saúde) se reuniram para receber instruções a respeito da utilização do ponto eletrônico na noite desta quinta-feira (16), na sede do Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul).

De acordo com o sindicato, a reunião foi tranquila, serviu de forma instrutiva para a utilização do ponto e não houve posicionamento contrário de presentes na reunião.

O sindicato informou que respeita a decisão de médicos que não aceitem a forma de controle do horário e que queiram deixar de vir a atender pelo SUS em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem a maior insatisfação é em relação aos médicos ambulatoriais. Já que, após ter atendido uma quantidade de pacientes marcados em sua especialidade, o médico teria que esperar na unidade de saúde, mesmo sem ter mais consultas, para daí bater o ponto eletrônico e encerrar o expediente.

Já entre os plantonistas, os pontos eletrônicos não teriam causado tanta insatisfação.

Ainda segundo com o apurado, médicos especialistas esperam entrar em acordo com a Prefeitura, dentro desse prazo de 90 dias, de período experimental dos pontos, para que os expedientes nos ambulatórios sejam registrados em forma de produtividade, no caso, pelo número de pacientes e não com os pontos eletrônicos.

Sabotagens

Desde que foram instalados no início do mês, após uma determinação da Justiça, ao menos três pontos eletrônicos foram sabotados e o problema virou caso de polícia. Sabotagens

O ponto eletrônico para médicos e todos os funcionários da Saúde começou a funcionar no dia 1º de agosto em 25 unidades de saúde. A medida atende a uma determinação do Juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho, que determinou a implantação de pontos em todas as unidades.

O primeiro ato de vandalismo aconteceu no CEM (Centro de Especialidades Médicas), no dia 7 de agosto. Depois, dois outros casos ocorreram na UPA do Coronel Antonino, no dia 8, quando o leitor biométrico foi danificado. Já na quinta-feira (9), o equipamento localizado na UPA (Unidade Pronto Atendimento) Leblon foi vandalizado e a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) registrou um boletim de ocorrência.

Monitoramento

A Justiça de Mato Grosso do Sul mandou Prefeitura de Campo Grande instalar câmeras de segurança, próximo aos pontos eletrônicos das unidades de saúde, para evitar sabotagens. Os aparelhos foram recém instalados para verificar se os médicos e demais servidores cumprem seus horários e, em poucos dias, foram alvos de vandalismo em diferentes unidades.

Conforme o MPE MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), o juiz David de Oliveira Gomes Filho deferiu o pedido da Promotora de Justiça Filomena Aparecida Depólito Fluminhan, titular da 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública, que ingressou com o pedido de Tutela Antecipada na Ação Civil Pública.

A Promotora de Justiça pediu a concessão de Tutela de Urgência de Caráter Incidente, “a fim de que seja determinada ao Município de Campo Grande a instalação, no prazo de 30 dias, de câmeras para o monitoramento dos registros da frequência nos Pontos Eletrônicos e bem assim, para a segurança do patrimônio público que está sendo alvo de ataques em série”, informa o MPE.

Jornal Midiamax