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Médicos prometem greve a partir de quarta-feira na rede municipal

A proposta dos médicos era de R$ R$ 11.675,94 para 20 horas

Diego Alves Publicado em 30/04/2015, às 01h52

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A proposta dos médicos era de R$ R$ 11.675,94 para 20 horas

Os médicos da Rede Municipal de Saúde entram em greve a partir da quarta-feira (6), em Campo Grande. Indignados com a contraproposta de 0%, além do corte de gratificações e plantões, os médicos resolveram pela greve em assembléia na noite desta quarta-feira (29). Somente 30% do efetivo irá trabalhar na urgência e emergência. A greve é por tempo indeterminado até que a prefeitura apresente uma proposta que a categoria chama de digna.

De acordo com o sindicato, após mais de três meses em negociação com a prefeitura, os médicos receberam a resposta de que não haverá reajuste salarial e tão pouco nos plantões.

Ainda segundo o Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), além do não reajuste, passado pela prefeitura, houve o corte de ao menos três gratificações. O salário inicial de um médico na rede pública é de R$ 2.580,00, e somando os adicionais e plantões, o valor final pode ultrapassar R$ 6 mil.

A proposta dos médicos era de R$ R$ 11.675,94 para 20 horas semanais de trabalho, atendendo o que preconiza a Fenam (Federação Nacional dos Médicos). De acordo com o presidente do SinMed, Valdir Shigueiro Siroma, o valor é calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“Para nós é um descaso muito grande. Além de não haver reajuste foram cortadas três gratificações que recebíamos, o que para nós complementava o salário defasado de R$ 2.500,00. A classe médica está saturada com toda esta situação. Evitamos a greve até o último momento, mas não houve cooperação da administração pública, que sempre protelou negociar e chegar a uma contraproposta razoável, o que para nós é um absurdo”, diz o presidente do Sinmed-MS.

O médico Erasmo Lima Pinho Junior, que trabalha na prefeitura há oito anos, votou pela paralisação já que não vê outra saída para os profissionais. “Nunca a categoria foi tão humilhada e se não tomarmos uma atitude severa agora, chegaremos a um caminho sem volta”, protesta o clínico. Para Marcela Souza que há nove anos é concursada da prefeitura e atua como clínica plantonista não houve outra opção que não fosse a paralisação. “Votei pela greve devido as atuais condições de exercício da minha profissão nas Unidades de Pronto Atendimento, reclama.

A Rede Municipal de Saúde conta com 706 médicos concursados e 688 convocados, totalizando 1.374 profissionais.

Jornal Midiamax