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Para minimizar impactos da greve, Correios faz mutirão de entregas em atraso em MS

Os Correios estarão realizando mutirões de entregas, neste fim de semana, para minimizar os atrasos por conta da greve de 70% dos trabalhadores, em 38 municípios de Mato Grosso do Sul. A paralisação foi degradada em protesto por não concordar com a proposta de privatizar a estatal. Segundo a presidente do Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores […]

Karina Campos Publicado em 28/08/2020, às 17h45

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) - (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Os Correios estarão realizando mutirões de entregas, neste fim de semana, para minimizar os atrasos por conta da greve de 70% dos trabalhadores, em 38 municípios de Mato Grosso do Sul. A paralisação foi degradada em protesto por não concordar com a proposta de privatizar a estatal.

Segundo a presidente do Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de MS), Elaine Regina de Souza Oliveira, a greve será intensificada nos próximos dias, e deve afetar o setor.

“Estamos buscando a intensificação, para desfecho mais rápido do TST (Tribunal Superior do Trabalho). É importante frisar que o impacto nas entregas. A população tem que avaliar de uma forma que de muitas vezes não é avaliado a ela. Isso pode refletir na presença dos Correios amanhã em cada município do nosso pais”, disse.

Em nota, a estatal informou que o mutirão faz parte do plano de contingência para minimizar os danos. Outras ações como apoio dos empregados da área administrativa, que vão auxiliar na operação, e o remanejamento de veículos estão sendo adotadas.

“A empresa aguarda o retorno de parte dos trabalhadores que aderiram à paralisação parcial o quanto antes, cientes de sua responsabilidade para com a população, já que agora toda a questão terá seu desfecho na justiça”, ressaltou a nota.

Ainda não há acordo entre as partes, de um lado, os trabalhadores não concordam com a retiradas de 70 cláusulas de direitos em relação ao acordo anterior, como suspensão de auxílio-creche, adicional de risco e licença-maternidade.

Conforme os Correios, a crise financeira se agravou por conta da pandemia do novo coronavírus, e não teriam mais condições de suportar as altas despesas, o que significa, dentre outras ações que já estão em andamento, discutir benefícios que foram concedidos em outros momentos e que não condizem com a realidade atual de mercado, assegurando todos os direitos dos empregados previstos na legislação. A paralisação parcial em curso somente agrava esta situação.

Embora a paralisação parcial, as agências estão abertas e os serviços de Sedex e Pac continuam disponíveis. Os atendimentos com hora marcada estão suspensos por prevenção durante a pandemia.

Jornal Midiamax