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Após cancelamento de voo, passageiros são obrigados a viajar de ônibus ou carona

Cancelamento do único voo da empresa TRIP/Azul que atende a cidade

Diego Alves Publicado em 11/01/2015, às 22h37

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Cancelamento do único voo da empresa TRIP/Azul que atende a cidade

Quem paga caro por uma passagem de avião é porque optou pelo serviço por motivos de conforto, rapidez e poucos transtornos durante a viagem, porém, transtorno, desconforto e atraso na viagem foram exatamente o que tiveram os passageiros que aguardavam o voo procedente de Campo Grande para Corumbá, na tarde deste domingo (11). Indignados, alguns deles entraram em contato com a redação do Diário Corumbaense para relatar o cancelamento do único voo da empresa TRIP/Azul que atende a cidade.

“Estou indo à São Paulo para o casamento de meu filho. Eu e mais nove familiares compramos essas passagens 4 meses atrás. Chegamos às 12h e para a nossa surpresa fomos informados que foi cancelado o voo e seria providenciado um ônibus, mas olha o estado desse veículo, não tem condições”, disse a professora Rosalina Fátima Rodrigues Gomes, de 55 anos.

Nenhum funcionário da empresa, no aeroporto, quis dar informações sobre o cancelamento à reportagem, porém, os passageiros disseram terem sido informados que o avião que deveria sair às 13h40 de Corumbá com destino a Campo Grande estava passando por manutenção na Capital. Além disso, foi relatado que a empresa se comprometeu a pagar estadia em Campo Grande aos passageiros que fariam conexão na cidade. “Por diversas vezes acontece isso, e os passageiros que se ‘explodam’.

Disseram que está em manutenção, por que não acaba a manutenção e vem pra cá, ou manda outro avião? Tudo isso é por culpa da impunidade que acontece nesse país, falo isso porque o que tem que acontecer é que a empresa deve ser multada, todo mundo aqui tem compromisso, tem muito turista aqui, e é isso que a gente oferece pra eles, falta de respeito por Corumbá. Não adianta entrar na justiça, pra ganhar indenização daqui 8, 10 anos, não tem outro jeito, arrumei uma carona com um amigo meu e vou com ele”, desabafou o empresário Ruy Waldo Albaneze.

No local, cerca de 50 pessoas solicitavam melhor atendimento por parte da empresa, que após a informação do cancelamento locou um ônibus de uma empresa de turismo para levar os passageiros. Muitos desistiram e foram embora. Aos que permaneceram restou fazer a viagem no veículo e de acordo com os passageiros, não dispõe de conforto algum. Conforto que foi razão para a aposentada Maria Paula, de 70 anos, ter optado pelo meio de transporte aéreo. “Tenho consulta médica na segunda-feira, agora não sei como fica a situação, vamos ter que fazer um reagendamento, vai ser complicado, preferimos o avião por causa do conforto e da rapidez, mas enfim…”

O representante comercial Ronie Von Pires, de 34 anos, veio passear em Corumbá e esperava chegar neste domingo em casa, porém, com o problema, perderá um dia de trabalho. “Sou de Ibiúna, São Paulo, vim a passeio com a família, de férias. Sou representante comercial, a fábrica volta a funcionar nesta segunda e estava previsto pra chegar em casa na noite de hoje. Tenho compromissos, meus filhos são crianças e passam por esse transtorno. Comprei em novembro do ano passado, paguei R$ 640 por passagem, pra estar nessa situação. É revoltante, eu nem estou preocupado com ressarcimento, só queria ser bem atendido, coisa que não aconteceu”, frisou a este Diário.

Jornal Midiamax