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Saúde

A força de quem se descobriu com câncer de mama, depois de 2 anos tratando mastite

Em sonho, pai avisou sobre o câncer 
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Em sonho, pai avisou sobre o câncer 

“Eu tive um sonho com meu pai, que morreu de câncer, e ele me falava que eu não tinha mastite, que minha doença era câncer”. Assim inicia a conversa com Arlene Maria Ferreira, de 63 anos, que passou 2 anos tratando uma mastite na mama. Após o sonho, ela se dirigiu ao Hospital do Câncer Alfredo Abrão.

Do médico que a tratava, ela não gosta nem de dizer o nome. O diagnóstico chegou em outubro do ano passado. A preocupação em fazer ‘as perguntas certas’, com tato e respeito, caem por terra quando pergunto se a descoberta não veio tarde demais. Arlene responde firmemente: “não sei o que é tarde demais. Cada dia é um dia”.

Ela conta que quando recebeu o diagnóstico, agiu naturalmente, sem abalo, sem choro. “Não levei susto. Quando veio o resultado da biópsia aceitei com naturalidade. Aprendi muito cedo. Perdi meu pai por causa do câncer, perdi vários familiares por causa do câncer. Então coloquei na minha cabeça que eu tinha que enfrentar e que eu não era melhor do que ninguém.”

Apenas um momento

A cirurgia foi feita no dia 10 de janeiro e depois vieram 8 sessões de quimioterapia. Estes foram os dois únicos eventos que fizeram Arlene chorar por causa da sua doença. “Em dois momentos eu chorei. O dia em que eu passei a mão pelo meu cabelo e caiu um tufo, mas foi por apenas um instante. O outro dia foi, quando saí do hospital, e, no banho percebi que não tinha a mama”.

A ajuda e o apoio das pessoas nestes momentos foram capazes de devolver a Arlene a energia e alegria. Amigos e pessoas desconhecidas. Familiares, profissionais do hospital e voluntários da Rede Feminina de Combate ao Câncer. “As voluntárias da Rede me deram perucas, chapéus, lenços e eu sempre saia do hospital me sentindo linda e maravilhosa”, conta ela.

Além de ser acolhida pelo hospital, Arlene recebeu apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer. “Conheci uma família nova e abençoada, que eu amo. Aprendi gostar muito delas. Fazem parte da minha história. E vindo pra cá eu aprendi muito com essas moças. Aprendi a crescer, a melhorar como pessoa a entender que todo mundo tem seus problemas e temos que ir a luta e ser feliz a cada dia”, ensina Arlene.

O contato com as voluntárias da Rede e outras mulheres que passavam pelo câncer foi um alento para Arlene. “Todo mundo se ajuda. A partir do momento que você entra aqui, há muito carinho. Você acaba tendo contato com pessoas que tem problemas maiores que o seu e outras que tem o problema menor do que o seu. Existe uma cumplicidade entre pacientes, profissionais e voluntários”.

Futuro

Arlene conta que depois que passou pela cirurgia, o exame não acusou células cancerosas em seu corpo e está em tratamento por radioterapia. O próximo passo é passar mais uma consulta médica e adianta que deve tomar uma medicação por 5 anos e passar por exames regulares.

Voluntárias da Rede distribuindo chá no Hospital do Câncer. (Luiz Alberto, Midiamax)“Quero ser voluntária da Rede. Vou ajudar quando terminar minha radioterapia. Se elas me quiserem, vou estar sempre do lado delas”, revela Arlene, falando sobre a Rede Feminina de Combate ao Câncer que tanto a amparou. Ela deseja espalhar que a prevenção é necessária e retribuir o que recebeu.

“E este hospital – Hospital do Câncer Alfredo Abrão – é uma casa de Deus. Neste ano que estive aqui, recebi amor, carinho e respeito. Todos sempre me trataram com carinho, é minha casa. Meu médico é maravilhoso. Quando fiquei internada, as voluntárias da Rede iam me ver. Fui acolhida em um lar. Só tenho a agradecer.”

Para uma repórter que acredita que um dia será diagnosticada com câncer de mama – mas que pode se aplicar a você – ela diz: “não tenha medo, você não vai morrer com câncer de mama. Você vai morrer porque você tem que morrer. Eu nao morri e já passei essa fase. Mas vou morrer no dia que Deus determinou. Com câncer, acidente, gripe ou qualquer coisa. Não se desespere. Fique firme e pare de chorar o amanhã!”

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