Justiça define se prefeito eleito segue como denunciante que colapsou trama de ex em Ladário
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A Justiça deve definir logo se o prefeito de Ladário, Munir Sadeq Ramunieh, do PSDB, que assumiu mandato no mês passado, segue, ou não, como o autor da denúncia que quebrou uma suposta manobra conduzida pelo ex-prefeito da cidade, Iranil de Lima Soares, do PP.
Isso porque quatro dias antes de deixar a prefeitura, tirou perto de meio milhão de reais do cofre municipal para quitar um imóvel que havia desapropriado de modo ilegítimo para a construção de uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) na cidade.
Já perto do fim do mandato, Iranil, por meio de decreto, anunciou a compra de um imóvel desocupado, sem manutenção no bairro Santo Antônio. Ali, pelos planos de Iranil, seria construída uma UPA. A área foi desapropriada e há uma semana do fim do mandato, por determinação do então prefeito, o imóvel foi pago pelo município, em torno de R$ 495 mil.
As suspeitas recaíram acerca do negócio assim que o prefeito eleito, ainda sem assumir, moveu uma ação popular contra a desapropriação.
Na petição, Munir sustentou que o decreto da desapropriação seria desnecessário porque não havia urgência para a construção da UPA e que o imóvel em questão estaria avaliado em R$ 150 mil, bem menos da metade do preço que havia fixado a prefeitura.
A transação ficou mais duvidosa quando, na ação movida, citou-se que o dono do imóvel era Luiz Eduardo da Costa Urt, um antigo aliado político de Iranil Soares e ex-servidor comissionado da prefeitura e que havia disputado a eleição para vereador da cidade pelo Podemos, sigla então aliada ao ex-prefeito. Urt não foi eleito.
No apagar das luzes do mandato de Iranil, a justiça mandou Luiz Eduardo devolver o dinheiro que havia caído na conta uma semana antes. Se não fizesse isso, teria de pagar multa diária de R$ 10 mil.
Igor Melo de Sousa, advogado que age na ação movida pelo prefeito, disse que aguarda manifestação da justiça, que vai determinar a autoria da denúncia. E apontou, ainda, outra falha no decretou que permitiu a desapropriação discordada. No caso, a compra do imóvel teria de ser submetida a avaliação dos vereadores da cidade, o que não aconteceu.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que se posicionou favorável a devolução do dinheiro, deve seguir como denunciante da causa.
Depois de assumir a prefeitura, Munir não poderia seguir como denunciante, pois, na prática, ele teria de agir como defensor da prefeitura, portanto, se livrar de uma questão movida por ele mesmo.
Munir e Iranil são adversários políticos desde 2020, ano que o tucano perdeu a eleição para o ex-prefeito.
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