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Transparência

TCE-MS pede informações sobre inscrições de servidores da Prefeitura em seminário

Senacop 2024, realizado em Campo Grande, visa a qualificar pessoal sobre mudanças em licitações públicas. Tribunal quer informações como a relação de inscritos no evento
Humberto Marques -
TCE-MS quer informações sobre envio de servidores a seminário (TCE-MS, Divulgação)
Sede do TCE-MS em Campo Grande. (TCE-MS, Divulgação)

O TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de ) cobrou informações da Prefeitura de sobre contrato, com inexigibilidade de licitação, que permite inscrever até 300 servidores em um seminário. No valor de R$ 1,55 milhão, o contrato com a Atrea Premium – organizadora do evento – prevê gasto de R$ 5.199 por participante.

O contrato 365/2024 decorre do processo de inexigibilidade de licitação 44/2024, que selecionou a Atrea Premium Ltda. (CNPJ 43.582.426/0001-03). A intenção foi inscrever servidores no Senacop 2024 (Seminário Nacional de Compras Públicas) “nas especificações, quantidades e itens, conforme condições estabelecidas do Termo de Referência”. A contratação segue pedido da Seges (Secretaria Municipal de Gestão).

O evento, que chega à sua sexta edição, será realizado no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, entre 12 e 14 de novembro. Entre os palestrantes estão os ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) Benjamin Zymler e Antônio Anastasia (este também ex-governador de Minas Gerais). Especialistas em Direito e Administração Pública também estarão no evento. As informações estão no site do evento.

O foco do seminário deste ano, ainda conforme o site oficial, é a Nova Lei de Licitações. Entre os objetivos, está a capacitação de servidores às mudanças no processo de contratação governamental. Além disso, a aplicação da Lei Anticorrupção nas contratações públicas e a posição do TCU em questões polêmicas sobre licitações e contratos integram a agenda.

TCE-MS quer informações e lista de inscritos

O extrato do contrato consta na edição de segunda-feira (4) do (Diário Oficial de Campo Grande). A documentação, com informações do processo de compra, está no portal da transparência. Ela destaca a impossibilidade de estabelecer “qualquer critério objetivo para análise, comparação e julgamento de propostas” no caso. Isso porque a execução do objeto pretendido –a qualificação do funcionalismo– “pressupõe o emprego de atributos e qualificações subjetivas, inviabilizando a realização de licitação para contratação do objeto em questão”.

Dessa forma, “na busca pelo aperfeiçoamento e conhecimento quanto as mudanças e atualizações que a Lei de Licitações e Contratos trouxe desde sua implementação, foi identificado o evento Seminário Nacional de Compras Públicas – SENACOP 2024”, que atenderia às necessidades identificadas pela Seges.

A Secretaria ainda informou que não ocorreu cotação de preços com os praticados no mercado. Isso porque “o entendimento da jurisprudência é que não se podem comparar preços de serviço singular com serviços não singulares”, no caso, a qualificação de pessoal, “para justificar que os preços contratados estão compatíveis com os praticados no mercado, eis que tal prática se mostra incompatível com a hipótese de inexigibilidade de licitação, caracterizada pela inviabilidade de competição”.

O conselheiro-relator do caso no , Marcio Monteiro, solicitou detalhes do processo de inexigibilidade de licitação, bem como a relação de servidores inscritos no evento. Ao custo de R$ 1.599.700, considerando o custo individual de R$ 5.199 por inscrição, a Prefeitura de Campo Grande poderia enviar 300 funcionários públicos ao treinamento.

O TCE deu 24 horas para o envio das informações solicitadas, “em especial, a remessa integral do processo administrativo”.

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