Pular para o conteúdo
Transparência

MPF-MS pede que CMO proíba militares de assessorar empresas em licitações com o Exército

A medida é fruto de um inquérito civil que apurou atos de improbidade administrativa
Arquivo -
MPF designou procuradores para atuação eleitoral

O (Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul) recomendou que o CMO (Comando Militar do Oeste) proíba militares e servidores civis de assessorar empresas que participam de licitações junto ao Exército Brasileiro. A medida, fruto de um inquérito civil de administrativa que apurava suspeição, foi publicada em Diário Oficial.

Segundo o procurador da República Marcos Nassar, um integrante da Comissão de Obras da 9ª Região Militar prestava assessoramento às empresas licitantes do Exército. Para o procurador, tal conduta se mostrava incompatível com o regime jurídico da Administração Pública, sobretudo em face dos princípios constitucionais da isonomia e da imparcialidade.

Nassar lembrou também que não podem participar da licitação o servidor ou dirigente do órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação. Também se proíbe a participação de empresas cujos sócios, administradores, empregados e controladores sejam servidores ou dirigentes dos órgãos contratantes. “Essa vedação reporta-se ao princípio da moralidade, sendo pressuposto necessário da lisura da licitação e contratação administrativas”, afirma.

No caso em questão, a investigação conduzida pelo MPF-MS não revelou a existência de desvio ou apropriação de recursos públicos nem dano ao erário e, tampouco, atuação desonesta dos envolvidos. Mesmo assim, para que não voltem a ocorrer situações de risco de conflito aos interesses públicos, como favorecimento, o órgão ministerial recomenda que o CMO adote medidas de proibição de assessoramento a empresas licitantes.

“[…] seja promovida a regulamentação de impedimento e suspeição da participação de militares e servidores civis em licitações e contratações públicas, quando verificado risco de violação a princípios da Administração Pública, de modo a obstar a atuação, principalmente do ocupante da função de chefia, nos casos em que verificada a presença de empresa interessada em contratar com o Exército Brasileiro e para a qual o militar ou servidor civil envolvido já tenha prestado ou ainda preste serviços particulares”.

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

Motociclista de aplicativo ferido a tiros após perseguição policial tentou  esconder moto em borracharia

Perigo. Elevador

Motorista é preso fazendo transporte clandestino na rodoviária de Campo Grande

Pix parcelado deve ser lançado em setembro, diz Banco Central

Notícias mais lidas agora

Mais de uma década depois, juiz inocenta 11 em sentença da Coffee Break

Detran-MS reajusta contratos e pagará R$ 44,6 milhões à empresa investigada pela PF

Motoristas envolvidos em racha que matou jovem e feriu cinco são condenados em júri popular

Motorista apresenta nervosismo e PRF encontra 161 Kg de cocaína em caminhonete

Últimas Notícias

Trânsito

Caminhoneiro morre após bater na traseira de carreta carregada  com grãos na MS-112

Caminhão ficou com a cabine destruída

Leandro Mazzini - Coluna Esplanada

Casa de Chá da Praça dos Três Poderes, em Brasília, conseguiu feito inédito

Aberta de quarta a domingo desde julho passado, financiada pelo Senac-DF, já recebeu até 31 de março 114 mil visitantes

Bastidores

[ BASTIDOR ] Vossa excelência foi molhada ao vivo

'Piseiro' durante votação deixou marcas

Sérgio Cruz - O dia na história

2014 – Tombada a ponte Eurico Gaspar Dutra no rio Paraguai

A ponte tem 2.000 metros de comprimento, 112 metros de altura no vão central, até 10 metros de largura