Política / Transparência

Ex-prefeito de Inocência que ficou sem mandato em 2020 tem contas desaprovadas pela Justiça Eleitoral

Zé Arnaldo tentou a reeleição nas Eleições 2020, mas foi derrotado por outro ex-gestor do município; ele terá de devolver mais de R$ 10 mil a Tesouro Nacional

Humberto Marques Publicado em 24/05/2021, às 19h13

Vista aérea de Inocência
Vista aérea de Inocência - PMI/Divulgação

O juiz eleitoral Idail de Toni Filho, da 23ª Zona Eleitoral de Água Clara, julgou desaprovadas as contas da chapa composta pelo ex-prefeito José Arnaldo Ferreira de Melo (PSDB) e sua candidata a vice, Danusa Martins Leal Leonel (MDB), que disputaram nas Eleições de 2020 a Prefeitura de Inocência –a 330 km de Campo Grande.

A decisão contra a chapa de Zé Arnaldo, que disputava a reeleição, foi resultado de omissão de gastos eleitorais, apontado pela análise técnica e reforçada pelo Ministério Público Eleitoral.

Segundo o magistrado, a prestação de contas simplificada apontou omissões de gastos no total de R$ 10.499,02, referente a falta de comprovação de despesa com locação de imóvel (R$ 4 mil) e recebimento de recursos de fonte vedada (R$ 6.499,02).

Toni Filho determinou a devolução dos mais de R$ 10 mil ao Tesouro Nacional após o trânsito em julgado, sendo que os R$ 6.499,02 devem ser corrigidos. Cabe recurso.

Zé Arnaldo, que já havia administrado Inocência entre 2001 e 2008 e foi eleito em 2016, tentou a reeleição nas Eleições 2020, contudo, foi derrotado por Antônio Ângelo Garcia dos Santos (o Toninho da Cofapi, do DEM, que havia sido prefeito do município de 2009 a 2016).

O atual prefeito obteve 47,91% dos votos válidos (2.237), contra 40,29% de Zé Arnaldo (1.881) e 11,8% (551) de Paulo Henrique Medeiros (PSL).

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