Pular para o conteúdo
Transparência

Corte Especial do STJ pauta julgamento para decidir sobre desmembramento de ação contra Reinaldo

MPF é contra cisão e tenta manter denunciados por organização criminosa junto com o governador do Estado sob a alçada do tribunal superior
Arquivo -

A do STJ (Superior Tribunal de Justiça) pautou o julgamento do recurso do MPF (Ministério Público Federal) contra o desmembramento da Ação Penal 980, que implica o governador (PSDB) em corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O colegiado decidirá em definitivo sobre a cisão do processo em  sessão extraordinária, marcada para o dia 19 de maio, às 9h (de Brasília).

O agravo regimental do MPF foi levado à mesa para julgamento nas três últimas sessões da Corte Especial, mas não foi analisado em nenhuma delas. Isto porque o feito não entrou nas pautas. Além disso, o relator da ação, ministro Félix Fischer, sequer compareceu às reuniões.

Desta vez, porém, o STJ informou que o agravo do MPF foi incluído na pauta de julgamentos – embora a lista de processos que serão apreciados na sessão das 9h não tenha sido disponibilizada pelo tribunal até o início da noite de hoje (7).

O MPF interpôs o agravo regimental há pouco mais de dois meses. O órgão contesta a decisão do ministro Fischer de manter só Reinaldo Azambuja, por ter foro privilegiado, sob a alçada do STJ.

Em sentença expedida em 11 de fevereiro, o magistrado determinou que os outros 23 denunciados sejam julgados pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). As defesas dos implicados comemoraram.

MPF quer todo núcleo-duro do esquema sob alçada do STJ

O MPF recorreu para manter ao menos o segundo escalão do grupo chefiado pelo governador do Estado sob julgamento pelo STJ. O núcleo é tido como responsável pelas tratativas para levar o esquema adiante e pela operacionalização do recebimento da propina.

[Colocar ALT]
Ministro do STJ Félix Fischer, relator da Ação Penal 980 – José Cruz/Agência

Integram o segundo escalão o filho de Reinaldo, Rodrigo Souza e Silva; o conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado) e ex-secretário de Estado de Fazenda, Márcio Campos Monteiro; a secretária e chefe de gabinete de Reinaldo, Cristiane Andréia de Carvalho dos Santos; os empresários João Roberto Baird e Antônio Celso Cortez; o tesoureiro da campanha de Reinaldo em 2014, Ivanildo da Cunha ; o corretor de gado José Ricardo Guitti Guimaro; e os donos do frigorífico Buriti, Pavel e Daniel Chramosta. Todos os nove foram denunciados com Reinaldo pelo crime de organização criminosa.

Apresentada em outubro do ano passado, a denúncia da subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo aponta que o tucano era o chefe de uma organização criminosa instalada no estadual. No comando do esquema, Reinaldo teria recebido R$ 67,7 milhões em propina do grupo JBS, entre 2014 e 2016, por meio de doações de campanha e emissão de notas fiscais falsas de venda de carne e gado – os “bois de papel”. Em troca, a JBS ganhou incentivos fiscais que desfalcaram os cofres do governo do Estado em R$ 209,7 milhões.

Fischer seccionou processo para acelerar julgamento de Reinaldo

Ao desmembrar a Ação Penal 980, Félix Fischer justificou que a jurisprudência passou a adotar a cisão como regra em relação a coinvestigados ou coautores sem foro privilegiado. Além disso, ele pregou a “racionalização dos trabalhos, a fim de se garantir a celeridade e a razoável duração do processo, além de tornar exequível a própria instrução processual da presente ação penal”.

O relator completou que o desmembramento “não representará nenhum prejuízo à compreensão dos fatos ou à instrução probatória” e “em nada prejudicará os interesses da Justiça”.

Reinaldo ainda recorre ao STF para ‘rebaixar’ ação

Enquanto isso, Reinaldo ainda se agarra a um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar suspender a Ação Penal 980. Os advogados do tucano argumentam contra seu foro privilegiado, uma vez que os crimes implicados a ele teriam começado em 2014, quando ainda não era governador. Para sua defesa, Reinaldo deveria ser julgado pela Justiça Estadual, como se o foro iniciado em 2015 fosse interrompido após a reeleição de 2018.

Quem relata o habeas corpus é Edson Fachin, que já negou o pedido em caráter liminar. Antes disso, a defesa do governador empilhou derrotas em recursos para tirar o processo das mãos do ministro.

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

ADPF das favelas: STF aprova plano do Rio e manda PF investigar milícias

Brasileira é encontrada morta com sinais de estrangulamento e companheiro vai preso na fronteira

Com alagamentos e no escuro, moradores do Bairro Oscar Salazar cobram melhorias na infraestrutura

Dias após sequestro a caminho da escola, adolescente é esfaqueada em Campo Grande

Notícias mais lidas agora

Mais de uma década depois, juiz inocenta 11 em sentença da Coffee Break

Detran-MS reajusta contratos e pagará R$ 44,6 milhões à empresa investigada pela PF

VÍDEO: Advogado flagra alimentos estragados na Marinha em MS, mas instituição alega descarte

Judô

Itaporã recebe etapa do Circuito Estadual de Judô neste final de semana

Últimas Notícias

Polícia

Motociclista é baleado ao reagir a abordagem policial em Campo Grande

Jovem foi levado para a UPA Leblon após ser baleado na Vila Jussara

Cotidiano

Unidade Móvel do projeto Nossa Energia sorteia 10 geladeiras e 30 ventiladores na Expogrande

Público da feira poderá conhecer e aproveitar os benefícios desse projeto itinerante e inclusivo

Cotidiano

Chuva provoca alagamentos, abre crateras e deixa condutores ilhados em Campo Grande

Enxurrada foi registrada em diferentes bairros da cidade

Política

Deputados federais de MS apontam novos mercados após “tarifaço” de Trump

Integrante da bancada de MS disse que Estados Unidos não fugirá dos impactos das taxas