Política / Transparência

MPF recomenda fiscalização de propaganda eleitoral em ‘corrida’ para reitor da UFMS

O MPF (Ministério Público Federal) indeferiu na última terça-feira (14) pedido de reunião solicitado pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) a fim de esclarecer pontos do do procedimento preparatório 1.21.000.001128/2020-67, que apura “possível utilização indevida, por parte de agente públicos” da UFMS das dependências da Fadir (Faculdade de Direito) para fins ele...

Guilherme Cavalcante Publicado em 15/07/2020, às 08h42 - Atualizado às 12h53

(Foto: Marcos Ermínio)
(Foto: Marcos Ermínio) - (Foto: Marcos Ermínio)

O MPF (Ministério Público Federal) indeferiu na última terça-feira (14) pedido de reunião solicitado pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) a fim de esclarecer pontos do do procedimento preparatório 1.21.000.001128/2020-67, que apura “possível utilização indevida, por parte de agente públicos” da UFMS das dependências da Fadir (Faculdade de Direito) para fins eleitorais.

O pedido de reunião seria para apuração relacionada ao processo eleitoral da universidade, a partir do qual serão indicados os nomes da lista tríplice para escolha de reitor da UFMS. De acordo com o procurador da República Luiz Eduardo Camargo Outeiro Hernandes, que assina o despacho, o procedimento preparatório em questão não teria conexão com o que motivou o pedido da reunião.

Além disso, Hernandes também pontuou que o impedimento da reunião também esbarra no impedimento de reuniões presenciais nas dependências da Procuradoria da República de MS, além do fato de que está em curso o prazo para resposta de uma recomendação expedida à Comissão de Ética da Universidade.

No caso, o MPF (Ministério Público Federal) publicou, no começo do mês, recomendação ao Colégio Eleitoral da UFMS (Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), direcionada à Comissão de Ética, para que seja fiscalizada a propaganda dos candidatos a reitor, de modo a não permitir o uso não autorizado de nomes, símbolos ou imagens da universidade.

A recomendação estabeleceu prazo de cinco dias para que a comissão se manifeste pelo acatamento ou não da recomendação. O documento ainda determina que a universidade deve encaminhar à Procuradoria os comprovantes do cumprimento da recomendação, cuja omissão de resposta será considerada recusa, “ensejando a adoção das medidas legais pertinentes”.

No despacho que sucedeu à Recomendação, o procurador pontuou, porém, que “a parte interessada pode enviar eventuais documentos e esclarecimentos por escrito, com o fim de instruir o procedimento”. As eleições para reitor da UFMS serão realizadas na próxima sexta-feira (17), pela internet, restrita a estudantes, servidores e professores da universidade.

Jornal Midiamax