Política / Transparência

Empresa de MS nega que tenha confeccionado ‘máscaras gigantes’ para alunos do Amazonas

Máscaras de tecido para prevenção de contaminação do coronavírus usada por alunos da rede pública do Amazonas chamaram atenção de todo o país nos últimos dias. Fábrica instalada em Mato Grosso do Sul a quem foi atribuída a confecção dos itens afirma que não entregou máscaras para o Governo do Amazonas. Em nota encaminhada ao […]

Aliny Mary Dias Publicado em 13/08/2020, às 19h00 - Atualizado às 19h03

Foto: Reprodução | Twitter
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Máscaras de tecido para prevenção de contaminação do coronavírus usada por alunos da rede pública do Amazonas chamaram atenção de todo o país nos últimos dias. Fábrica instalada em Mato Grosso do Sul a quem foi atribuída a confecção dos itens afirma que não entregou máscaras para o Governo do Amazonas.

Em nota encaminhada ao Jornal Midiamax nesta quinta-feira (13), a empresa Nilcatex Têxtil afirma que participou e venceu um certame do estado para a entrega de máscaras, no entanto, venceu apenas um lote da licitação.

Ainda conforme a empresa, o lote em questão só teve emissão de ordem de serviço nesta quarta-feira (12) e, portanto, nenhuma máscara produzida em Mato Grosso do Sul foi enviada para aquele Estado.  “Portanto, até a presente data (13/08) a Nilcatex ainda não forneceu qualquer quantidade das máscaras objeto do contrato firmando com o Governo do Estado do Amazonas”, conclui a empresa.

Ao todo, a Nilcatex entregará um total de 920.259 mil máscaras para o estado da região norte.

Contratos em MS

Conforme o Portal da Transparência de MS, a empresa teve três contratos celebrados com o Governo de MS que, juntos, somam R$ 10.592.956,80, para fornecimento de uniformes escolares a estudantes da REE (Rede Estadual de Ensino), da SED (Secretaria de Estado de Educação).

Com a Prefeitura de Campo Grande, são dois contratos vigentes, um de R$6.223.784,87 e outro de R$2.400.719,98 – ambos também para fornecimento de uniformes escolares.

O contrato polêmico com o Governo do Amazonas ocorreu devido ao tamanho exagerado, incompatível com o rosto dos estudantes. Conforme a nota de empenho, o Estado pagou R$ 2.392.673,40 por 920 mil unidades de máscaras de proteção em tecido helanca light 100% poliester ou tecido equivalente em tamanho único, com dupla camada, sendo a interna 100% de algodão.

O contrato com a Nilcatex Têxtil foi firmado após “Licitação Pública Nacional”, que teve o BID (Banco Interamericano do Desenvolvimento) como fonte recursos, conforme a mesmo nota de empenho.

Jornal Midiamax