Política / Transparência

Depósito judicial de R$ 2,2 milhões libera fazenda de réu da Lama Asfáltica

A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul deferiu o pedido de levantamento de sequestro de uma das fazendas do fiscal de obras aposentado Wilson Roberto Mariano de Oliveira, réu da Operação Lama Asfáltica. Beto Mariano deverá depositar R$ 2.231.250,00 para desbloquear o bem, segundo decisão da 3ª Vara Federal de Campo Grande, publicada no […]

Evelin Cáceres Publicado em 18/02/2020, às 09h14 - Atualizado às 10h11

Beto Mariano ao chegar para depor na sede da Polícia Federal (Marcos Ermínio, Arquivo Midiamax)
Beto Mariano ao chegar para depor na sede da Polícia Federal (Marcos Ermínio, Arquivo Midiamax) - Beto Mariano ao chegar para depor na sede da Polícia Federal (Marcos Ermínio, Arquivo Midiamax)

A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul deferiu o pedido de levantamento de sequestro de uma das fazendas do fiscal de obras aposentado Wilson Roberto Mariano de Oliveira, réu da Operação Lama Asfáltica. Beto Mariano deverá depositar R$ 2.231.250,00 para desbloquear o bem, segundo decisão da 3ª Vara Federal de Campo Grande, publicada no Diário Oficial desta terça-feira (18).

Os bens de Mariano e outros réus da operação estão sequestrados desde 2018, em decorrência de uma ação penal do ano anterior. A defesa de Mariano solicitou o desbloqueio da fazenda, registrada em Várzea Grande, Mato Grosso, e como substituição da medida, ofereceu depositar judicialmente o valor correspondente.

Segundo avaliação judicial, o imóvel custa R$ 35,7 milhões, sendo que a parte do fiscal aposentado pelo governo de Mato Grosso do Sul corresponde a 6,25% da fazenda. A Justiça deferiu o pedido, solicitando que Beto depositasse R$ 2,2 milhões para liberar o bem.

De acordo com a decisão, a medida ‘vai ao encontro do interesse público’ e assegura a manutenção do patrimônio, que será potencialmente convertido aos cofres públicos. “O depósito da quantia em conta corrente vinculada a este juízo, devidamente atualizada, permitirá, em eventual reforma da sentença, o integral ressarcimento dos valores, ao passo que bens imóveis estão sujeitos à deterioração/depreciação econômica”.

Na mesma decisão, a Justiça Federal deferiu o desbloqueio de R$ 37.961,12 do saldo em aplicação financeira BB CDB DI, de conta corrente e da poupança Ouro/Poupex de Luiz Cândido Escobar, ex-coordenador de licitações da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e de Mara Regina Bertagnolli de Gonçalves.

Ela é ex-secretária e funcionária de confiança do ex-governador André Puccinelli que, juntamente com Edmir Fonseca Rodrigues, procurador de Campo Grande cedido ao Estado, são os únicos absolvidos na 6ª denúncia da Operação Lama Asfáltica.

A Justiça concedeu à Mara o desbloqueio de valores em conta e também do veículo de uso pessoal. Além disso, a ex-secretária deve ter os imóveis desbloqueados após o julgamento dos embargos de declaração na ação penal que originou os sequestros de bens.

Jornal Midiamax