Política / Transparência

De construção de creches a pavimentação, 14 contratos com a Selco foram rompidos

Ao menos 14 obras que eram tocadas pela Selco Infraestrutura tiveram os contratos rompidos pela Prefeitura de Campo Grande, segundo o secretário de Infraestrutura em exercício, Ariel Serra. Na quinta-feira (16), o município publicou no Diário Oficial um comunicado sobre rescisão contratual com prazo de três dias para empresa se posicionar. O secretário explicou ao […]

Mayara Bueno Publicado em 17/01/2020, às 10h28 - Atualizado em 18/01/2020, às 09h48

Trecho do Jardim Centenário, que também passará por obra de pavimentação. (Divulgação PMCG, Arquivo)
Trecho do Jardim Centenário, que também passará por obra de pavimentação. (Divulgação PMCG, Arquivo) - Trecho do Jardim Centenário, que também passará por obra de pavimentação. (Divulgação PMCG, Arquivo)

Ao menos 14 obras que eram tocadas pela Selco Infraestrutura tiveram os contratos rompidos pela Prefeitura de Campo Grande, segundo o secretário de Infraestrutura em exercício, Ariel Serra. Na quinta-feira (16), o município publicou no Diário Oficial um comunicado sobre rescisão contratual com prazo de três dias para empresa se posicionar.

O secretário explicou ao Jornal Midiamax, ontem, que a empresa está inadimplente e com certidões atrasadas, portanto, todos os convênios mantidos seriam rompidos. Desde 2014, são 14 contratos elencados pelo titular como obras que eram tocadas pela Selco e passaram desde então por novo processo de licitação para outra construtora assumir – algumas estão ainda em fase de abertura de concorrência.

Construção dos Ceinfs (Centro de Educação Infantil), hoje Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil), Santa Emília e São Conrado, além do Residencial Oliveira III; Central de Atendimento ao Cidadão; pavimentação Paruqe Taqural; iluminação Córrego Balsamo; pavimentação do atlântico Sul, Seminário, Sírio Libanês, Morumbi/Vilas Boas e Vila Nasser. Requalificação da Rua dos Andradas e Marques de Lavradio.

Ariel explica que o impacto para a prefeitura e cidadão “é muito ruim”, já que os atrasos fazem com que os serviços sejam entregues bem depois do pactuado e que haja reajuste nos contratos, levando em consideração aumento no preço de insumos e salários ao longo do tempo.

“Como são obras federais, todo acréscimo que houver tem de ser bancado pelo município. É um prejuízo e a prefeitura tem de arcar com novos valores para dar conta de terminar a obra”. Atualmente, todas as intervenções elencadas acima, antes tocadas pela Selco, estão em fase de licitação, já contratada e, algumas delas, com a intervenção em andamento.

De acordo com o secretário, a demora no processo de rompimento existe porque, para cada contrato, um procedimento no qual a empresa é chamada para se posicionar, é aberto. “Isso vai para análise do departamento jurídico e, se não for procedente, é sugerida a rescisão. Contrato por contrato é feito isso. Hoje Não temos mais nada com a Selco”.

Insolvente, a construtora não tem, segundo Ariel, condição até mesmo de receber pelos serviços executados, pois não consegue emitir certidões e continuar com os empreendimentos. A reportagem tenta contato com a empresa desde ontem, mas os números disponíveis na internet dão sinal de inexistentes.A Selco ficou conhecida por supostos casos de ‘tapa-buraco fantasmas’, flagrado por moradoresrealizando remendos onde nem haveria falha no asfalto.

Jornal Midiamax