Política / Transparência

Atraso no pagamento pode paralisar transporte escolar em cidade de MS

Denúncia de atraso no pagamento das empresas que operam o serviço do transporte escolar pode prejudicar o início do ano letivo em Ribas do Rio Pardo, município que fica a 97 quilômetros de Campo Grande. Os prestadores de serviço acionaram a Câmara de Vereadores, que protocolou requerimento à Secretaria de Finanças do município pedindo explicações, […]

Danúbia Burema Publicado em 03/02/2020, às 14h53 - Atualizado em 04/02/2020, às 08h13

(Ilustrativa)
(Ilustrativa) - (Ilustrativa)

Denúncia de atraso no pagamento das empresas que operam o serviço do transporte escolar pode prejudicar o início do ano letivo em Ribas do Rio Pardo, município que fica a 97 quilômetros de Campo Grande. Os prestadores de serviço acionaram a Câmara de Vereadores, que protocolou requerimento à Secretaria de Finanças do município pedindo explicações, mas a prefeitura ainda não se manifestou sobre o caso.

Conforme a denúncia, a situação afeta pelo menos 10 empresas que atuam em 30 linhas no município. Em outubro do ano passado, foram empenhadas as notas para pagamento, mas não houve a quitação dos valores. Após reclamações, a prefeitura teria se reunido com os representantes e proposto pagamento em quatro parcelas, o que não foi aceito.

Uma nova negociação prevendo pagamento em duas vezes também teria sido encaminhada, mas não foi confirmada pela administração. Somente uma das empresas tem mais de R$ 200 mil em aberto e, após início das negociações, recebeu o equivalente a uma nota de R$ 27 mil, valor que não cobre os atrasos.

“Nós estamos aguardando a resposta da secretaria porque como ainda estamos em recesso não tem como passar pela tribuna pra formalizar e eles serem obrigados a responder”, explicou a vereadora Fabiana Galvão (Patriotas), que teme que a situação atrapalhe o transporte de alunos no início do ano letivo.

De acordo com ela, os problemas com atrasos ocorrem desde junho do ano passado, quando chegou a protocolar ofício pedindo regularização do pagamento. “Disseram que iam normalizar, mas aí foi atrasando de novo”, contou. Desta vez, o pedido de informações foi formalizado pela presidência da Câmara. 

A reportagem tentou contato com o prefeito Paulo Tucura (MDB), mas ele não atendeu nem retornou às ligações. Pelo telefone fixo da prefeitura, ninguém atendeu e em uma das secretarias do município foi informado que o expediente no gabinete vai somente até às 13h, não sendo possível falar com nenhum responsável no momento. Permanece aberto o espaço caso a administração queira se manifestar sobre o caso.

Jornal Midiamax