Política / Transparência

Após ação da PF, prefeitura em MS diz ter rompido contrato com fornecedor de merenda

Depois de receber visita de agentes da PF (Polícia Federal) no Paço Municipal nesta quinta-feira (06), pelos trabalhos da Operação Tembi’u, a prefeitura de Ponta Porã divulgou nota informando ter rompido contrato com o fornecedor de merenda do período a que se refere a investigação. Assinado pelo prefeito Hélio Peluffo (PSDB), o comunicado à população […]

Danúbia Burema Publicado em 06/02/2020, às 18h00 - Atualizado às 18h04

Dólares e euros foram apreendidos com a quadrilha. (Divulgação PF)
Dólares e euros foram apreendidos com a quadrilha. (Divulgação PF) - Dólares e euros foram apreendidos com a quadrilha. (Divulgação PF)

Depois de receber visita de agentes da PF (Polícia Federal) no Paço Municipal nesta quinta-feira (06), pelos trabalhos da Operação Tembi’u, a prefeitura de Ponta Porã divulgou nota informando ter rompido contrato com o fornecedor de merenda do período a que se refere a investigação.

Assinado pelo prefeito Hélio Peluffo (PSDB), o comunicado à população afirma que ao assumir a gestão no ano de 2017 a atual gestão rescindiu o contrato com o antigo fornecedor de produtos alimentícios destinados à alimentação escolar. Conforme a PF, as fraudes nas licitações de merenda escolar teriam ocorrido em processos licitatórios daquele ano e do anterior.

“Até onde sabemos, a investigação analisa uma licitação de merenda escolar de 2016, gestão que não era da nossa responsabilidade, e também de 2017, ano em que assumimos a Prefeitura. A Prefeitura de Ponta Porã esclarece que rescindiu em 2017 o contrato com o antigo fornecedor de merenda escolar e, desde lá vem investindo sistematicamente para garantir aos nossos alunos alimentos de qualidade e elevado teor nutricional”, diz trecho da nota.

As investigações tiveram início após denúncias anônimas sobre um grupo de empresas que estaria participando de licitações para fornecimento de papel a órgãos públicos e realizando a entrega de produtos irregularmente importados do Paraguai.

Foi possível identificar a participação desse grupo em procedimentos licitatórios, com suspeitas de fraude para fornecimento de merenda escolar com sobrepreço a duas prefeituras da região de fronteira. Não é descartada a participação de agentes públicos.

No início da tarde, a prefeitura de Amambai também divulgou nota informando ser ‘impossível’ que a administração tenha comprado produtos do Paraguai para a merenda. Confira a íntegra da nota divulgada pelo prefeito de Ponta Porã:

NOTA DA PREFEITURA DE PONTA PORÃ

Em respeito à nossa população, esclarecemos:

Na data de hoje agentes da Polícia Federal e da CGU estiveram no Paço Municipal em busca de processos licitatórios de aquisição de merenda escolar, documentos que são públicos, acessíveis aos órgãos de controle e a qualquer cidadão interessado. 

Até onde sabemos, a investigação analisa uma licitação de merenda escolar de 2016, gestão que não era da nossa responsabilidade, e também de 2017, ano em que assumimos a Prefeitura.

A Prefeitura de Ponta Porã esclarece que rescindiu em 2017 o contrato com o antigo fornecedor de merenda escolar e, desde lá vem investindo sistematicamente para garantir aos nossos alunos alimentos de qualidade e elevado teor nutricional.

Prova disso é que além dos R$ 0,57, pagos em média pelo Governo Federal através do PNAE, a Prefeitura aplica quase o dobro – cerca de R$ 1,00 de recursos próprios por aluno – para oferecer uma merenda escolar de boa qualidade.

Estamos gerindo com segurança e responsabilidade os recursos públicos de Ponta Porã e, temos certeza, essa investigação vai, mais uma vez, comprovar esse compromisso.

Ponta Porã, 6 de fevereiro de 2020.
Hélio Peluffo
Prefeito Municipal

Jornal Midiamax