Política / Transparência

Prefeitura segue acima do limite e reajuste de servidores fica comprometido

A Prefeitura de Campo Grande divulgou, nesta quinta-feira (25), o demonstrativo da despesa com pessoal dos últimos 12 meses. Conforme o documento, o município permanece acima do limite prudencial no gasto com servidores, o que segundo o secretário municipal de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, proíbe ato que aumente a despesa. Apesar desta situação, […]

Richelieu Pereira Publicado em 25/04/2019, às 09h30 - Atualizado às 15h06

Secretário de Finanças, Pedro Pedrossian Neto. (Marcos Ermínio | Midiamax. Arquivo)
Secretário de Finanças, Pedro Pedrossian Neto. (Marcos Ermínio | Midiamax. Arquivo) - Secretário de Finanças, Pedro Pedrossian Neto. (Marcos Ermínio | Midiamax. Arquivo)

A Prefeitura de Campo Grande divulgou, nesta quinta-feira (25), o demonstrativo da despesa com pessoal dos últimos 12 meses. Conforme o documento, o município permanece acima do limite prudencial no gasto com servidores, o que segundo o secretário municipal de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, proíbe ato que aumente a despesa.

Apesar desta situação, Pedrossian aponta que houve uma queda significativa em relação ao mês passado, quando o balanço apontava um índice de 53,9% de comprometimento da arrecadação com a folha. Neste mês, a Prefeitura reduziu este patamar para 52,2%. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, o limite prudencial é de 51,3%

Conforme o demonstrativo publicado em suplemento ao Diário Oficial de Campo Grande, a Prefeitura teve entre abril de 2018 e março de 2019 receita corrente líquida de R$ 3,1 milhões, para uma despesa total com pessoal de R$ 1,6 milhões.

Com a data base para reajuste dos servidores municipais em maio, o secretário de Finanças afirma que ainda não há decisão sobre o assunto. No entanto, Pedrossian é otimista em relação ao futuro e acredita que, dependendo do andar da arrecadação, o município pode até voltar a ficar abaixo do limite prudencial.

“Como a Prefeitura está nessa situação, é justamente pela queda do ICMS, que afetou muito na renda da Prefeitura, o que impacta diretamente nas negociações. Enquanto estiver acima vai ser difícil formalizar, acrescentar alguma coisa”, explica Pedrossian.

Jornal Midiamax