Política / Transparência

Peça-chave na Operação Vostok, Polaco será ouvido pela PF em 10 de setembro

O 101º nome na lista de intimados para depor na força-tarefa da Operação Vostok é José Ricardo Guitti Guimaro, o Polaco. Ele deve ser ouvido pela PF (Polícia Federal) na próxima terça-feira (10), em Brasília (DF). Em 2018, quando a operação foi deflagrada, ele chegou a ficar foragido e foi o último preso pela PF. […]

Nyelder Rodrigues Publicado em 06/09/2019, às 16h27 - Atualizado em 07/09/2019, às 08h44

(Foto: Reprodução/Agência Brasil)
(Foto: Reprodução/Agência Brasil) - (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

O 101º nome na lista de intimados para depor na força-tarefa da Operação Vostok é José Ricardo Guitti Guimaro, o Polaco. Ele deve ser ouvido pela PF (Polícia Federal) na próxima terça-feira (10), em Brasília (DF). Em 2018, quando a operação foi deflagrada, ele chegou a ficar foragido e foi o último preso pela PF.

A força-tarefa iniciada na terça-feira (3) foi determinada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), um ano após o início das ações da Vostok, que apura esquema de corrupção delatado pelos donos da JBS, Wesley e Joesley Batista, e que cita parte da alta cúpula da gestão estadual, incluindo o governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Corretor de gado, Polaco é apontado como envolvido no esquema que usava justamente notas frias de compra e venda de gado para tentar esquentar o dinheiro oriundo de propina para conceder incentivos fiscais a empresas no Estado.

O advogado de Guitti Guimaro, José Roberto Rosa, confirmou o depoimento na próxima terça-feira e que vai acompanhar o cliente em Brasília. A oitiva dele acontece fora de Mato Grosso do Sul pois, atualmente, Polaco mora no Pará.

“Imagino que chamaram [Polaco] para ser ouvido por último por que ele deve ser a pessoa que deve ter mais coisas a dizer, imagino eu”, comenta Rosa. Testemunhas ouvidas pela PF em Campo Grande afirmaram ao Jornal Midiamax que foram perguntadas sobre a relação delas com Reinaldo Azambuja e com os presos em 2018.

Além disso, foi relatado que os questionamentos dos delegados, que vieram de Brasília para realizar os depoimentos na Capital, fizeram perguntas referentes a uma conta bancária usada para realizar tais transações, e que contava com R$ 12 milhões. A equipe que veio especialmente para os depoimentos foi embora quinta-feira (5).

Já um dos investigados, o conselheiro do Tribunal de Contas e ex-secretário de Fazenda, Márcio Monteiro, teria respondido sobre empréstimos bancários realizados por ele dentro do período a que se refere as investigações da PF. Outro investigado, o ex-prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra, afirmou que as perguntas foram repetidas.

Sem prisões

Ao contrário da deflagração em 2018, a força-tarefa dessa semana só colheu depoimentos. Entre pessoas e empresas, foram 102 intimações. Entre terça e quarta-feira (4), foram ouvidas 81 pessoas em Mato Grosso do Sul e 15 fora do Estado. Mesmo tendo sido preso ano passado, o filho do governador, Rodrigo Souza e Silva, não foi sequer intimado.

Entre os ouvidos, estão 14 investigados na Vostok que foram presos há um ano em decorrência da deflagração da operação. São eles o delator da Lama Asfáltica, Ivanildo Miranda, o empresário João Roberto Baird, o deputado estadual Zé Teixeira (DEM), Márcio Monteiro, Nelson Cintra, e o pecuarista de Aquidauana, Zelito Ribeiro.

Além deles, dono do frigorífico Buriti, Pavel Chramosta, e seu filho, Daniel Chramosta, também foram à sede da PF depor, na quarta-feira. Já entre as testemunhas, está o irmão e a mãe do governador, a esposa de Cintra e a esposa do secretário estadual Sérgio de Paula, principal articulador político de Azambuja.

Jornal Midiamax