Política / Transparência

Gaeco cumpre mandados contra empresário, contador e ex-vereadores

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) participou de ação conjunta com a promotoria de Justiça de Água Clara para cumprir mandados de prisão contra empresário, contador, ex-presidente da Câmara e ex-vereador. Os presos são implicados na Operação Negócios de Família e haviam sido acusados de fraudar licitações no município. Eles […]

Danúbia Burema Publicado em 30/05/2019, às 17h46 - Atualizado em 31/05/2019, às 14h25

Operação Negócio da Família foi deflagrada em Água Clara no mês de abril (Foto: Divulgação MPMS)
Operação Negócio da Família foi deflagrada em Água Clara no mês de abril (Foto: Divulgação MPMS) - Operação Negócio da Família foi deflagrada em Água Clara no mês de abril (Foto: Divulgação MPMS)

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) participou de ação conjunta com a promotoria de Justiça de Água Clara para cumprir mandados de prisão contra empresário, contador, ex-presidente da Câmara e ex-vereador.

Os presos são implicados na Operação Negócios de Família e haviam sido acusados de fraudar licitações no município. Eles já haviam sido presos durante os trabalhos da operação em abril, mas conseguido liberdade.

Contudo, decisão da juíza Camila de Melo Mattioli, da comarca de Água Clara, foi mantida com o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) indeferindo os pedidos de revogação da prisão preventiva dos ex-vereadores Valdeir Pedro de Carvalho, o Biroca (MDB), e do ex-presidente da Câmara, Vicente Amaro de Souza (PDT).

Whyldson Luís Corrêa de Souza Mendes, representante da empresa Sigma Assessoria que possui contrato contratos com diversas prefeituras do interior de Mato Grosso do Sul, também teve a prisão preventiva decretada na mesma decisão do TJMS, datada do dia 15 de maio.

Ele também havia sido um dos detidos na ação para apurar desvio do dinheiro público por meio de elaboração de processos licitatórios fraudulentos, na modalidade carta convite, os quais eram direcionados a empresas pré-determinadas. Os crimes são apurados na ação penal n.º 0900007-43.2019.8.12.0049 por lavagem e ocultação de bens.

Na mesma decisão, o Tribunal negou pedido do ex-contador da Câmara Walter Antônio, para retirada de tornozeleira eletrônica. A Promotoria de Justiça de Água Clara confirma a ação para cumprimento dos mandados de prisão, mas ainda não há informação se todos eles chegaram a ser cumpridos.

Segundo apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, dois dos presos seguiram para Três Lagoas. O MPMS informou que irá divulgar nota sobre os trabalhos.

Jornal Midiamax