Política / Transparência

Prefeitura exonera esposa de secretário-adjunto após MP-MS apontar nepotismo

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Joaquim Padilha Publicado em 26/03/2018, às 10h21

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A servidora municipal Aline Rufino Biazi, esposa do secretário-adjunto de Gestão de Campo Grande, Igor Barreto Peixoto, foi exonerada nesta quarta-feira (28). A medida foi publicada pela Prefeitura em uma edição extra do Diogrande.

A exoneração cumpre uma recomendação do MP-MS (Ministério Público Estadual) publicada na semana passada. Segundo o órgão, quatro supostos casos de nepotismo foram identificados na Prefeitura de Campo Grande, após investigações.

Aline Rufino desempenhava cargo comissionado de assessora-executiva na PGM (Procuradoria-Geral do Município). Sua exoneração passa a valer a partir da data de publicação.

Um dos outros casos envolvia o secretário Municipal de Finanças Pedro Pedrossian Neto e seu cunhado Geronimo Brandão Interlandi. Interlandi, que era assessor no gabinete da Prefeitura, também foi exonerado nesta quarta-feira.Prefeitura exonera esposa de secretário-adjunto após MP-MS apontar nepotismo

Além deles, outros dois casos envolviam o ex-vereador Saci (PTB) e seus familiares e a secretária Municipal de Gestão, Maria das Graças Macedo, e sua filha. Ambos os casos foram solucionados com a exoneração da filha da secretária e do ex-vereador.

Declaração contra nepotismo

Além das exonerações, o MP-MS pede que novos servidores comissionados assinem uma declaração de que não incidem em hipótese de nepotismo. Tal medida faz parte da recomendação expedida pelo órgão há uma semana.

A mesma declaração deverá ser assinada por servidores que já atuam na administração municipal. O MP-MS deu prazo de 30 dias para que a Prefeitura cumpra as medidas.

Jornal Midiamax