Política / Transparência

Com 9º aditivo em contrato de Nelsinho, Prefeitura retoma Macroanel

Valor saltou de R$ 27 milhões para quase R$ 31 milhões

Ludyney Moura Publicado em 21/03/2018, às 13h07

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Valor saltou de R$ 27 milhões para quase R$ 31 milhões

A Prefeitura de Campo Grande anunciou nesta quarta-feira (21) a retomada das obras do macroanel rodoviário entre as saídas de Rochedo e Cuiabá, e que deve custar quase R$ 31 milhões.

Segundo a assessoria do prefeito Marquinhos Trad (PSD), com a ‘trégua’ do período chuvoso a empresa responsável pela obra, Anfer Construções e Comércio, retomou serviço de terraplanagem, que antecede o início da pavimentação do trecho que tem ao todo cerca de 24 km.

No Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) de ontem, terça-feira (20), a Prefeitura divulgou um aditivo de R$ 1,6 milhão para Anfer, valor que deve arcar custos que não estavam previstos no projeto original, lançado na 2ª gestão de Nelsinho Trad (PTB) e cuja obra iniciou-se em 2011.

A gestão de Marquinhos divulgou informação de que a obra estava parada porque havia pendências com desapropriação de alguns trechos dos 24km do traçado. E só julho de 2017 o município homologou um acordo judicial para pagar uma indenização aos proprietários que vão ceder parte de suas terras para passagem da rodovia. A Prefeitura também alega que renovou convênio para garantia de repasse e incluiu novas obras no projeto.

De acordo com o município, a última etapa do macroanel, que atravessa 46 propriedades rurais e 180 hectares, vai custar R$ 14,3 milhões, com recursos da própria Prefeitura e do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Algumas readequações no projeto aumentaram custos em três rotatórias previstas para o traçado, na BR-163 saída para São Paulo, na MS-080, na saída para Rochedo e já duplicada pelo Governo do Estado, e, por fim, na MS-010 na saída para Rochedinho.

A empreiteira responsável pela obra, revela o município, já finalizou trecho final de abertura da pista às margens da BR-163, e iniciou construção de um colchão de drenagem feito de pedra com 200 metros de extensão e um metro de altura, que deve servir para escoamento de duas nascentes por dois drenos laterais (pista passa pelos córregos Botas e Ceroula). Outro ‘colchão’ deve ser construído na via para evitar que aterro da pista seja arrastado por uma eventual enxurrada.

A Prefeitura revela que a obra que deveria custar R$ 27 milhões já consumiu quase R$ 22 milhões, sendo que 87% da terraplanagem, 63% da pavimentação e quase 73% da drenagem já estão concluídos, além de duas pontes já feitas sobre os córregos Botas e Ceroula.

Com acréscimo publicado no Diogrande desta semana, o valor a ser pago pelo município à Anfer saltou de R$ 27 milhões para quase R$ 31 milhões. O contrato entre as partes foi assinado pela primeira vez em agosto de 2010, e a expectativa era concluir as obras em dezembro de 2012.

Jornal Midiamax