Política / Transparência

Caixa libera e obras do Rio Anhanduí devem sair do papel após 8 anos

Obras terão custo de R$ 48,4 milhões

Evelin Cáceres Publicado em 19/03/2018, às 14h01

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Obras terão custo de R$ 48,4 milhões

A Prefeitura de Campo Grande vai iniciar as obras de controle de enchente e revitalização do Rio Anhandui, em um trecho de 2,4 quilômetros, entre as ruas Santa Adélia e do Aquário nos próximos dias, anunciou nesta segunda-feira (19).

Na semana passada, a Caixa Econômica Federal liberou a construção, cujo projeto estava há oito anos no papel. O investimento previsto pela administração municipal é de R$ 48.497,999,21, com prazo de 18 meses de execução.

Segundo a assessoria da Prefeitura, o projeto prevê intervenções para recompor as margens do rio, com trechos em gabião e outras de placas de concreto; urbanização; abertura de uma ciclovia paralela ao canal; bocas de lobo das ruas para captar a enxurrada que desce das ruas laterais e recapeamento das duas pistas da Avenida Ernesto Geisel, em uma extensão de 4,8 quilômetros.

A primeira etapa da revitalização do Anhandui será executada em dois lotes pela  Dreno Construção, com sede no Paraná, e um lote pela Gimma Engenharia Ltda, de Minas Gerais. As empresas venceram a licitação homologada em outubro do ano passado.

O certame atraiu 34 empresas concorrentes e possibilitou a redução de 15,57% sobre o preço de referência da obra.  O valor dos três lotes, entre as ruas Santa Adélia e do Aquário, orçado no edital em R$ 56.118.414,08, caiu para R$ 48.497,999,21, uma redução de R$ 7.620.414,98.

O lote um (entre as ruas Santa Adélia e Abolição) foi vencido pela empreiteira Gimma Engenharia Ltda, com a proposta de executar a obra por R$ 13.122.999,21. A empresa Dreno Construções arrematou os lotes 2 (entre as ruas Abolição e Bom Sucesso), com o orçamento de R$ 13. 400.000,00 e 3 (da Rua Bonsucesso até a Rua Aquário), no valor de R$ 21.975.000,94, totalizando R$ 35.375.000,00 os dois trechos.

Esta redução de R$ 7,6 milhões no orçamento do projeto, que conta com de R$ 47 milhões do Ministério das Cidades, reduzirá a contrapartida da Prefeitura de R$ 9,1 milhões para, aproximadamente, R$ 4,8 milhões, dos quais R$ 900 mil já estão assegurados com a parceria da Prefeitura com o Governo.Caixa libera e obras do Rio Anhanduí devem sair do papel após 8 anos

Projeto antigo

De acordo com a Prefeitura, o projeto de revitalização do Anhanduí é de 2011 e teve duas licitações e uma ordem de serviço assinadas e canceladas em 2012. Em 2014, também fracassou a segunda tentativa de licitação. Calculou-se que seria preciso R$ 68 milhões para executar o projeto até o final da Avenida Ernesto Geisel, no Aero Rancho, com R$ 28 milhões de contrapartida.

Com a atualização das planilhas, além de alguns ajustes do projeto, o recurso, assegurado por um convênio firmado em 2012 com o Ministério das Cidades (R$ 42,7 milhões em valores corrigidos), será suficiente apenas para executar o projeto entre as ruas Santa Adélia e do Aquário, dentro da capacidade atual da prefeitura, para desembolso de contrapartida.

A obra faz parte de um conjunto de ações para controle de enchentes nos bairros Marcos Roberto, Jockey Clube,  Jardim Paulista e Vila Progresso.  Foram investidos R$  26 milhões em rede de drenagem e  intervenções em afluentes do rio (os córregos Cabaça e o Areias), que despejam suas águas no Anhandui.

Jornal Midiamax