Diretor do Detran-MS e outros presos já foram soltos

Preso nesta terça-feira (29) na Operação Antivírus, que investiga supostos contratos irregulares com companhias de informática, o diretor-presidente do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), Gerson Claro Dino, tem uma remuneração fixa de R$ 24,3 mil, de acordo com informações do Portal da Transparência.  

Ex-deputado estadual, Gerson Claro (PSB) foi nomeado no início da gestão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para o comando da pasta que regula o trânsito do Estado. Ele já conseguiu habeas corpus e foi solto na madrugada desta quarta-feira (30), assim como outros quatro servidores estaduais investigados na Operação.

Entre eles, está Donizete Aparecido da Silva, diretor-adjunto do Departamento que de acordo com o Portal da Transparência recebe R$ 4,9 mil por mês. Ele ainda pode incorporar remunerações eventuais, como em fevereiro deste ano, em que recebeu R$ 20,3 mil em adicionais. Donizete ocupa o cargo desde fevereiro de 2015.   

Lotado na Segov (Secretaria de Estado de Governo), o diretor de Administração e Finanças do Detran-MS, Celso Braz, é outro dos presos na Antivírus. Ele recebe R$ 10 mil como remuneração fixa, mas tem recebido mais R$ 4,8 mil em remunerações eventuais, de acordo com o Portal da Transparência. Celso também já foi solto da prisão.Salários de presos em operação no Detran-MS chegam a R$ 24 mil

Outro preso que não possui função de chefia, mas está entre os que recebem supersalários, é o servidor Luiz Alberto de Oliveira Azevedo. Ele acumula cargos de analista de tecnologia da informação na Sefaz (Fazenda) e como assessor na Segov, pelos quais recebe R$ 17,1 mil e R$ 4,9 mil por mês para cada. Luiz atua na Sefaz desde o início da gestão Azambuja. 

Também foram presos e soltos o chefe da divisão de Execução Orçamentária, Érico Mendonça, e o diretor do setor de Tecnologia da Informação, Gerson Tomi, que recebem R$ 4,1 mil e R$ 5,2 mil respectivamente, mas também recebem remunerações eventuais que chegaram a R$ 2,7 mil em alguns meses deste ano. Ambos também atuam no governo do Estado desde o início de 2015.

Outro alvo da Operação foi o diretor de Administração Interna do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado), Parajara Moraes Alves Junior. Ele foi alvo de busca e apreensão em seu gabinete pelos investigadores do Gaeco. Com cargo de diretor I no Tribunal, Parajara tem remuneração de R$ 23 mil, além de adicionais.

Operação Antivírus​

A operação investiga suspeitos de envolvimento em crimes de corrupção ativa, passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O Gaeco cumpriu nove mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 29 mandados de busca e apreensão. A Operação começou por volta das 7h da manhã de terça, e os agentes fazem buscas nos Blocos onde funcionam o setor de tecnologia da informação, a presidência e a diretoria de administração e finanças, respectivamente.

As equipes requisitaram a presença dos diretores dos respectivos departamentos para acompanharem os trabalhos de busca e apreensão. Celso Braz, Diretor de Administração e Finanças, Donizete e Gerson Tomi foram procurados em suas casas pelos agentes.