Política / Transparência

Prefeito denuncia empreiteiros por ‘pressão’ em licitação do tapa-buraco

‘População não sabe disso’, diz

Evelin Cáceres Publicado em 15/12/2017, às 13h29

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‘População não sabe disso’, diz

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), respondeu às críticas pela quantidade de buracos nas ruas da cidade em agenda pública nesta sexta-feira (15) denunciando a pressão que sofre de empreiteiros, que segundo ele, boicotariam o processo licitatório.

“Algumas empresas entram com impugnação para suspender o processo. Eu acredito que maus empresários participam para tumultuar o certame e para tentar negociar. Esses empresários falam que se eles conseguirem uma parte da licitação, eles param de acionar a Prefeitura na Justiça. E a população não sabe disso. Era para ter começado o tapa-buraco há 45 dias”, reclamou Trad.

O serviço começará na próxima quarta-feira, com sete equipes, uma para cada região da cidade.

Marquinhos lembrou no discurso que o contrato feito pelo ex-prefeito Alcides Bernal venceria entre agosto e setembro e que em março abriu o processo licitatório, a fim de não deixar a cidade sem o serviço. “O TCE-MS (Tribunal de Contas Estadual de Mato Grosso do Sul) paralisou o processo para depois de 70 dias dizer que estava tudo certo”, reclamou.Prefeito denuncia empreiteiros por 'pressão' em licitação do tapa-buraco

O serviço de tapa-buraco já foi alvo de várias denúncias e investigações na cidade, nas mais diversas administrações. Em 2015, uma empresa foi ‘flagrada’ realizando um serviço em local onde sequer havia falha no asfalto.

O caso ficou conhecido como o ‘tapa-buraco fantasma’. Outra empresa foi flagrada quebrando asfalto com uma picareta. De 2010 a 2015, entre as gestões de Nelsinho Trad, irmão de Marquinhos Trad, e Alcides Bernal, foram gastos R$ 372,5 milhões com tapa-buraco.

Desses, R$ 51,9 milhões em 2010, 64,5 milhões em 2011, R$ 109,9 milhões em 2012 (último ano da gestão de Nelsinho Trad-PMDB), R$ 68,2 milhões em 2013, R$ 71,2 milhões em 2014 e R$ 6,69 milhões nos dois primeiros meses de 2015. Mais de cinco ações judiciais investigam os casos. 

Jornal Midiamax