Política / Transparência

Para concluir Belas Artes, Prefeitura paga R$ 180 mil por consultoria

Conclusão de Centro está no cronograma da revitalização urbana da Capital

Joaquim Padilha Publicado em 19/12/2017, às 13h53

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Conclusão de Centro está no cronograma da revitalização urbana da Capital

O projeto da Prefeitura de concluir as obras do Centro de Belas Artes, no bairro Jardim Cabreúva, como parte do programa de requalificação urbana do centro de Campo Grande, irá passar por uma revisão técnica, conforme divulgado nesta terça-feira (19).

A Prefeitura contratou o engenheiro José Albuquerque de Almeida Neto para elaboração de um relatório sobre o curso das obras, por R$ 180 mil, com recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

O relatório deve conter uma atualização dos inventários e do andamento das obras, a fim de oferecer um panorama de adequações técnicas e recursos necessários para conclusão do Centro de Belas Artes.

Em agosto, a Prefeitura anunciou que tentaria empréstimos junto à Caixa Econômica Federal para conseguir finalizar o empreendimento, por meio do Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento).Para concluir Belas Artes, Prefeitura paga R$ 180 mil por consultoria

Consultada, a assessoria de imprensa da Prefeitura afirmou que há na Caixa um saldo de recursos para as obras, porém “possivelmente são insuficientes para concluí-las”. Somente com o relatório será possível afirmar quanto, em dinheiro, será necessário para a conclusão do Centro.

A previsão é que o relatório seja entregue em 90 dias. Após isso, a Prefeitura estuda parceria públicas, privadas e outros meios para viabilizar recursos para entrega do Centro de Belas Artes.

Obras paradas

As obras do Centro de Belas Artes tiveram início em 1993, na gestão do ex-governador Pedro Pedrossian. Na época, a intenção era construir um terminal rodoviário no local – o que nunca ocorreu.

Em 2012, o projeto foi alterado para construção do centro cultural. Desde abril de 2014, entretanto, a movimentação de trabalhadores no local está paralisada, e o prédio está depredado e abandonado.

Desde o início dos empreendimentos, foram gastos mais de R$ 10 milhões dos cofres públicos, em convênios com o Ministério do Turismo e recursos diretos da Prefeitura.

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