Política / Transparência

MPE-MS investiga suposta compra irregular do governo com PSG Informática

Outras quatro investigações foram instauradas

Evelin Cáceres Publicado em 17/08/2017, às 12h03

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Outras quatro investigações foram instauradas

A 31ªº Promotoria do Patrimônio Público de Campo Grande instaurou três inquéritos civis e investiga uma suposta compra irregular realizada pelo governo do Estado. Segundo o edital doo inquérito, publicado no diário oficial do órgão desta quinta-feira (17), o governo teria realizado uma recompra de softwares das empresas PSG Tecnologia Aplicada Ltda., e AZ Informática Ltda.

A suspeita é de que o próprio governo tenha desenvolvido os sistemas e realizado uma compra inexistente dos projetos. Outros dois inquéritos apuram eventual irregularidade decorrente das condições de trabalho do serviço de atendimento do 190 da Polícia Militar, que estaria com número insuficiente de funcionários para atendimento à população e ato de improbidade administrativa decorrente de suposta omissão da gestão municipal anterior, ao não prover a compra de leitos particulares para pacientes em situação de “vaga zero”. Todos os inquéritos são conduzidos pelo promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri.

A 67ª Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos de Campo instaurou o procedimento preparatório nº 06.2017.00001404-9 para verificar o encerramento das atividades do Centro Estadual de Línguas e Libras de Mato Grosso do Sul. A investigação é conduzida pelo promotor Eduardo Cândia. 

PSG Informática 

Somente neste ano, a PSG Informática mantém R$ 105.856.111,20 em contratos com o governo do Estado, na Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e na Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda). 

Em 2016, o valor foi de R$ 134.461.794. A empresa chegou a ser apontada pela Polícia Federal como ligada ao empresário João Baird. Em uma ação de improbidade administrativa contra Baird e o ex-governador André Puccinelli (PDMB), o MPE-MS (Ministério Público Estadual) apontou o empresário como responsável pelo conglomerado de fornecedores do governo representando pela Itel, Digitho Brasil e PSG.

Jornal Midiamax