Política / Transparência

MPE investiga nepotismo e funcionários ‘fantasmas’ na gestão de Bernal

Diversos crimes serão investigados no âmbito da Funesp

Midiamax Publicado em 06/06/2017, às 20h44

None

Diversos crimes serão investigados no âmbito da Funesp

O MPE-MS (Ministério Público Estadual) irá investigar uma série de irregularidades na Funesp (Fundação Municipal de Esporte) de Campo Grande. Os supostos crimes apurados teriam ocorrido durante a administração do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), no âmbito do Proinc (Programa de Inclusão Profissional), que recebe recursos do governo federal.

O caso será apurado pelo promotor Humberto Lapa Ferri, titular da 31ª Promotoria de Justiça. “A denúncia anônima aponta supostas irregularidades versando sobre recebimento de salário sem trabalhar, por servidores comissionados, nepotismo, uso indevido de veículo oficial e pagamento indevido a inscrito no Programa de Inclusão Social (PROINC) na gestão do ex-prefeito Alcides Bernal”, explica a assessoria do MPE.

A denúncia foi encaminhada para Ouvidoria do Ministério Público Estadual. Uma das funcionárias comissionados teria ficado sem trabalhar, segundo a denúncia, por três meses “sem nenhum Chefe da FUNESP assinar sua folha de frequência”.

MPE investiga nepotismo e funcionários ‘fantasmas’ na gestão de Bernal

Uso de veículo oficial

Além das supostas irregularidades, foi denunciado o suposto uso de veículo oficial do Conselho Nacional Antidrogas fora do expediente de trabalho. “Existe ainda a inscrição de uma pessoa no PROINC, que, de acordo com a denúncia, recebia o valor de R$ 880, dois passes de ônibus e um sacolão e que nunca foi trabalhar”, comenta o MPE.

O promotor requereu à Prefeitura cópia de fichas funcionais e folhas de frequência do último semestre, dos servidores apontados na denúncia, o cadastro e documentos apresentados pela pessoa inscrita no Proinc e informações sobre o veículo oficial. A Funesp deve responder em até 15 dias úteis.

O Jornal Midiamax já escreveu sobre o assunto durante a gestão de Bernal. Em julho de 2016, a Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande) declarou apurar a existência de funcionários fantasma, que realizavam trabalhos de manutenção e limpeza em espaços públicos como praças e parques de Campo Grande. As investigações iniciaram após denúncias de beneficiários do programa. Há suspeitas de irregularidades no ginásio Guanandizão e no Parque Jacques da Luz, na região do bairro Moreninhas.

A reportagem ligou para o ex-prefeito, mas ele não atendeu as ligações. A atual administração também foi consultada. Por meio da assessoria de imprensa, a Prefeitura respondeu que em razão do horário, não é possível apurar a investigação no âmbito das secretarias. Questionamentos, de acordo com a assessoria, foram enviados à PGM (Procuradoria-geral do Município) e à Funesp.

Jornal Midiamax

☰ Últimas Notícias