Política / Transparência

ICE desmente Detran-MS e diz que falta de pagamento parou emissão de CNH

Documento voltou a ser emitido hoje (23) 

Midiamax Publicado em 23/06/2017, às 14h51

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Documento voltou a ser emitido hoje (23) 

A crise financeira que atinge o governo de Mato Grosso do Sul tem afetado o Detran (Departamento Estadual de Trânsito), que enfrenta dificuldades em cumprir os pagamentos de contratos, inclusive o acordo de R$ 152 milhões com a empresa Ice Cartões Especiais LTDA., responsável pela emissão das carteiras de motoristas. 

Por falta de pagamento, a confecção dos documentos foi suspensa ontem e a produção só foi retomada nesta sexta-feira (23). 

O Detran informava na quinta-feira (22) que a suspensão foi causada por uma falha técnica na gráfica, mas a empresa desmentiu a notícia, e declarou que a paralisação foi em resposta aos atrasos do governo do Estado. “A gráfica funciona perfeitamente”, disse uma porta voz, que completou dizendo que a impressão dos documentos ocorreu normalmente nos Estados que recebem em dia, como em São Paulo. Não foi informado o montante em atraso.

A ICE mantém dois contratos com o Detran, um de R$ 64 milhões, pactuado para que empresa cuide da vistoria e emplacamento de veículos, e o mais alto, de R$ 152 milhões, firmado em 2014 e vigente até 2019, para que sejam impressos os documentos. O último, estaria em atraso, não especificado pela empresa. Diariamente são emitidos em torno de 1,5 mil carteiras. 

Segundo o presidente do Detran, Gerson Claro, a situação foi resolvida, mas admitiu a dificuldade em pagar as prestadoras de serviço. “Nós temos problemas com pagamento diário, temos milhares de fornecedores. É do dia a dia nosso”, resumiu. 

Investigada

A ICE Cartões é citada na Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, como uma das empresas envolvidas com ações fraudulentas em licitações durante segundo mandato do ex-governador André Puccinelli (PMDB).  

Investigações apontam o ex-secretário adjunto de Fazenda, André Cance gerenciava esquema de pagamento de propina, do qual participaram as empresas Frigorífico JBS, Águas Guariroba e  Eldorado Papel e Celulose. 

Jornal Midiamax