Ex-diretor do Detran chegou a ser preso pelo Gaeco

A defesa do ex-diretor presidente do Detran-MS, Gerson Claro, afirmou, nesta segunda-feira (4), que vai pedir a nulidade da Operação Antivírus, alegando que o cliente tinha foro privilegiado e que ele só poderia ser investigado e processado criminalmente pela PGJ (Procuradoria Geral de Justiça).

Claro foi investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e, na última terça-feira (29), chegou a ser detido. O Grupo cumpriu uma série de mandados na sede do Detran-MS.

Na quinta-feira (31), ele pediu exoneração do cargo. Na ocasião, ele concedeu entrevista coletiva, na governadoria, e alegou ter sido alvo de “ilações” e defendeu “a licitude de todos os atos praticados”.

Segundo o advogado André Borges, Claro estava nomeado como secretário especial, função equivalente à de um secretário de Estado. Ele afirma que irá apresentar o argumento a todas as autoridades envolvidas.

​A Antivírus teve como alvo desarticular suposto esquema que envolvia contratos entre o Detran-MS e empresas de informática. Ao todo, foram nove mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 29 de busca e apreensão.

O Ministério Público Estadual foi procurado pelo Midiamax no fim da tarde desta segunda-feira (4), mas ainda não comentou o assunto.