Política / Transparência

Com dinheiro em caixa, Reinaldo diz aguardar aval da Justiça para terminar Aquário

Obra continua sem prazo para entrega 

Midiamax Publicado em 26/09/2017, às 14h40

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Obra continua sem prazo para entrega 

O caixa do governo tem disponível os mais de R$ 37 milhões que faltam para a conclusão do Aquário do Pantanal, mas para destravar um dos maiores elefantes brancos da Capital, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou que ainda aguarda o aval da Justiça. A afirmação foi feita durante agenda pública nesta terça-feira (26).

“Não podemos assumir o ônus do passado, que faça as investigações e que se analise se algo foi feito erroneamente”, disse o governador quando sobre o futuro do empreendimento, que apesar de estar incompleto, já consumiu R$ 200 milhões. “Ainda estamos fechando termo de um acordo para ter segurança do investimento de R$ 37 milhões, oriundo do fundo de compensação ambiental”, explicou. 

O valor final, de R$ 37,9 milhões, foi levantado após a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) revisar o contrato, como havia anunciado o secretário de Infraestrutura Marcelo Miglioli. De acordo com Reinaldo, o valor anterior estava entre “R$ 40 e R$ 50 milhões”. “Chegaram a este valor após uma verificação de que alguns aditivos não seriam necessários. Esse é o valor para entregar o trabalho pronto, como deveria ficar”, informou. 

A construção do Aquário começou em abril de 2011 e o valor inicial do investimento era de R$ 84.749.754,23. A construção está paralisada desde 2015. Neste período, duas empreiteiras já passaram pelo canteiro de obras do projeto assinado por Ruy Ohtake. O projeto em forma de elipse ganhou destaque em razão de sua arquitetura original e inovadora. É complexo e, por isso, impôs desafios à engenharia. Com 27 mil m² de área construída, a obra no Parque das Nações Indígena, reuniria mais de 12 mil peixes, de 135 espécies diferentes.

A construção, inicialmente, ficou por conta da Egelte, vencedora do processo licitatório em 2010. A empresa tocou a construção até março de 2014, quando subcontratou integralmente a execução de todo o remanescente da obra, transferindo-a à Proteco. Neste conflito, já se passam quatro anos do primeiro prazo estabelecido para a entrega.

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